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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Movimento Franciscano na Diocese Meridional

Como uma das ações de continuidade ao que foi iniciado na campanha ecumênica Tempo para a Criação, a Diocese Meridional da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), realizou um encontro franciscano no dia 29 de novembro, as 19 horas no Auditório do Escritório Diocesano em Porto Alegre. Na oportunidade foi avaliado a campanha e feito planejamento com o propósito de continuar com o Movimento Franciscano. Também esteve presente a irmã Ana Lúcia da Terceira Ordem, que compartilhou sobre o retiro que aconteceu recentemente onde professou na Ordem. Ana Lúcia levou para sua casa o quadro de São Francisco com a vela e o caderno de anotações, que a cada encontro serão entregues a outros membros do grupo. 
Após avaliar a campanha Tempo para a Criação, o grupo optou por continuar como Movimento Franciscano, um espaço de participação de quem deseja viver e conhecer melhor o carisma franciscano. O Movimento dará apoio a Ordem Terceira, com possível criação de um capítulo da ordem e na promoção da campanha Tempo para a Criação e outras ações de justiça, paz e ecologia na Diocese Meridional.
Durante a reunião foram acertadas algumas ações para o ano, com sugestões de datas. Com as ideias levantadas neste encontro, durante a reunião do clero ficou firmada a proposta de se realizar a Semana Franciscana entre os dias 4 a 11 de outubro, concluindo com retiro anual do Movimento Franciscano e Tempo para a Criação. A abertura da campanha Tempo para a Criação será no dia 1º de setembro no auditório do escritório diocesano em Porto Alegre. A próxima reunião do Movimento Franciscano será no dia 23 de fevereiro de 2014.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Encontro Franciscano

Dando continuidade ao que foi iniciado na campanha ecumênica Tempo para a Criação, a Diocese Meridional da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), realiza mais um encontro franciscano no dia 29 de novembro, as 19 horas no Auditório do Escritório Diocesano em Porto Alegre.
O Tempo para a Criação inicia no dia 1º de setembro por ser o primeiro dia do ano do calendário eclesiástico da Igreja Ortodoxa, estendendo-se até 4 de outubro, que é a Festa de São Francisco de Assis, na tradição católica romana e anglicana, e por ser um santo universal, admirado por diversas denominações e manifestações religiosas no mundo inteiro.
Como conclusão da período específico da campanha, a Diocese Meridional realizou no dia 04 de Outubro uma partilha sobre espiritualidade franciscana e ecologia. Naquele encontro avaliamos a caminhada e planejamos a continuidade do movimento. O encontro agendado para o dia 22 de novembro foi transferido para a próxima sexta-feira, dia 29, onde será passado adiante o de São Francisco de Assis, criado pela nossa irmã artista, Helena Gastal. Em cada encontro, alguém do grupo levará o quadro para sua casa. O objetivo é cultivar a espiritualidade franciscana e fortalecer o testemunho em defesa da vida.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ultrapassando 1.000 visualizações

Ainda que pareça pouco, nos alegramos com nosso blog ultrapassando o número 1.000 em visualizações de páginas. Somos gratos aos internautas que leram e compartilharam nossas postagens. O blog foi criado para a campanha Tempo para a Criação, mas continua ativo, pois esta campanha se tronou um serviço permanente em nossa diocese. 
Continue acompanhando e participando no blog.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tempo para a Criação continua


A campanha ecumênica Tempo para a Criação inicia no dia 1º de setembro por ser o primeiro dia do ano do calendário eclesiástico da Igreja Ortodoxa, estendendo-se até 4 de outubro, que é a Festa de São Francisco de Assis, na tradição católica romana e anglicana, e por ser um santo universal, admirado por diversas denominações e manifestações religiosas no mundo inteiro. 
Durante este período, a Diocese Meridional organizou o Ciclo de orações dominicais para cada um dos domingos do Tempo para a Criação, além de outras ações como:
a criação deste blog para compartilhar iniciativas e desafios que possam facilmente ser desenvolvidos por pessoas ou comunidades; 
a organização de um encontro prático, com estudos e orações e a criação de uma compostagem no terreno da Diocese; 
durante o encontro da Coordenação da UJAB, com jovens do Mutirão do Avivamento em Santo Antônio de Patrulha, no dia 29 de Setembro, aconteceram atividades de conscientização dirigida pelo jovem Eng. Guilherme; 
na Sexta Feira dia 04 de Outubro às 19hs no Auditório do Escritório Diocesano, aconteceu uma partilha sobre espiritualidade franciscana e ecologia.
No encontro do dia 4 de outubro, avaliamos a caminhada realizada desde o dia 1º de setembro, oramos pela Integridade da Criação e planejamos um pouco sobre a continuidade deste caminho e já marcamos uma reunião da equipe para o dia 22 de novembro. Planejamos continuar o trabalho na Diocese como Tempo para a Criação, que poderá se tornar uma pastoral diocesana. Também queremos continuar o cultivo da espiritualidade franciscana e nos fortalecermos na missão em defesa da justiça, da paz e da integridade da criação. Nossa irmã artista, Helena Gastal criou um belo quadro de São Francisco, que  a cada encontro, alguém do grupo o levará para sua casa.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ecologia: a arte da reconciliação

Nossos antepassados viveram nas florestas e, certamente, sentiam medo da sua complexidade. As florestas representavam perigo aos seres humanos, como a todos os animais. Para fugir das florestas, as comunidades humanas foram se aglomerando, primeiro com trabalho agrícola, depois a indústria, até chegarmos ao mais moderno e complexo mundo urbano que hoje conhecemos. E as cidades são tão complexas quanto as floretas. Assim como as florestas causavam medo e perplexidade, hoje são as cidades que amedrontam constantemente. Ninguém estaria seguro numa floresta, como também não se pode dizer que alguém esteja plenamente seguro numa cidade. Podemos dizer que, ao fugir da floresta, o ser humano criou a cidade à imagem e semelhança da sua primeira habitação.
O medo de ser agredido levou o ser humano a criar técnicas de proteção. E sempre impulsionado pelo medo, chegou ao ponto de desenvolver uma altamente moderna e eficaz indústria de guerra. Com medo da fome, e tendo que migrar para locais afastados dos recursos naturais, a espécie humana se esforçou em implementar técnicas e estratégicas capazes de garantir a subsistência. Mas, o medo da morte virou violência e o medo da fome virou ganância. Violentos e gananciosos por causa do medo, os seres humanos agridem, não apenas as outras espécies, mas constantemente vivem ferindo e explorando uns aos outros. É assim que vemos a humanidade, com muitos sinais de amor e fraternidade, mas fortemente marcada pela ganância, violência, pelo ódio e o egoísmo. E, infelizmente, ainda somos uma civilização do medo e da incerteza, sentindo impotência diante dos problemas que nós mesmos criamos.
A ecologia que é o estudo da casa onde habitamos, é também a arte da reconciliação, é a ciência que nos faz pensar e mudar a forma de como nos relacionamos com tudo o que existe. Hoje, a ecologia nos convida à reconciliação. No início, os seres humanos quiseram fugir das florestas e ainda hoje fugimos das nossas cidades que construímos para viver. Fugimos do caos, da degradação, da poluição e fugimos uns dos outros. Mas agora, a ecologia nos interpela: se fugir, que seja do medo, da ganância, do ódio e da maldade, para então, nos re-encontramos na convivialidade fraterna, na solidariedade, no amor, na bondade. Temos que nos re-encontrarmos como humanidade, nos reconciliarmos com nossa condição humana, com os seres humanos, com outros seres e as outras formas de vida e com Deus criador da vida. Precisamos reatar nossa amizade com a natureza, que é fonte de vida e não simplesmente um perigo ou ameaça. A nossa sobrevivência e a continuidade real de vida no planeta dependem da nossa reconciliação com a natureza.
Pilato Pereira

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Partilha sobre Espiritualidade Franciscana e Ecologia


Na próxima sexta-feira, dia 04 de Outubro, às 19hs, no Auditório do Escritório Diocesano, junto ao SETEK (Av. Ludolfo Boehl, 278, Teresópolis, Porto Alegre), dando continuidade a campanha Tempo para a Criação, a Diocese Meridional promove uma partilha sobre Espiritualidade Franciscana e Ecologia.
Vai ser um momento simples, como desejaria São Francisco de Assis, com partilha de ideias, experiências e sonhos sobre Ecologia e Espiritualidade Franciscana. Todos e todas são bem vindos (as).

sábado, 28 de setembro de 2013

Chegando a Primavera!

por Pilato Pereira - blog Olhar Ecológico
Nestes dias o Hemisfério Sul celebra a chegada da Primavera, a estação das flores e da unimultiplicidade das cores da vida. A Primavera sempre vem. Todos os anos ela vem desabrochar a vida, reflorescer os sonhos e acordar a esperança, embelezar e perfumar a convivência das pessoas e a natureza. Dissera Che Guevara que “os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”. Assim como o Verão, o Inverno e o Outono, a Primavera sempre volta, sem nunca ter nos deixado. Como o Sol que surge no horizonte, se alastra e depois se põe e no dia seguinte, mesmo as escondidas, lá está ele novamente cumprindo seu ritual de nascer e morrer, sem nunca deixar de viver. Assim é a vida. As flores que agora são flores virão a ser frutos e os frutos alimentam outros seres e guardam suas sementes que morrem para gerar vida que floresce. E quanto mais nos detemos a observar e compreender os mistérios da natureza, mais nos envolvemos em mistérios que se revelam e velam verdades tantas. Existem paisagens belas que são reveladas pela luz e outras, igualmente belas, são reveladas pela noite. E o que noite esconde, o dia desvela e o que o dia desfaz, a noite refaz.
A Primavera exibe as cores da vida. Ela expõe um espetáculo que não é somente seu, mas a sua missão é exibir a vida em forma de flores. Para que existam flores na Primavera, é preciso o calor do Verão, a transição do Outono e o frio do Inverno. Tudo depende de tudo e tudo está interligado com tudo. O capricho da natureza, muitas vezes desconhecido, durante as outras estações resulta na beleza da Primavera. Quando nos encantamos com as flores desta estação, é bom reconhecer o quanto foi importante o clima regular das outras estações. Não haveria Primavera se não fosse o Inverno. Quando reclamávamos daqueles dias frios que só se saia de casa por extrema precisão, a natureza silenciosamente se servia daquele clima para nutrir a vida. E agora, com toda eloquência, a Primavera canta a poesia da vida.
A Primavera é mesmo fascinante. Sua missão é revelar a beleza da vida que, por vezes, passa despercebida. E quando a Primavera nos diz que a vida é linda e nós humanos compreendemos a sua poesia, a vida realmente se torna melhor. Também externamos as nossas cores. Cores de sentimentos, desejos, pensamentos, ideias, ideologias, crenças e filosofias. As cores que pintamos e vestimos e também as cores de bandeiras que erguemos. E quando essas bandeiras pregam paz, justiça e dignidade, elas movem o mundo. Sendo assim, são bandeiras que expressam nossa humanidade, como as flores que na Primavera expressam a beleza que está na essência da vida.

domingo, 22 de setembro de 2013

O Dia da Árvore e o Cio da Terra

A data considerada como o Dia Mundial da Árvore ou o Dia Mundial da Floresta é 21 de março. Mas os Estados Unidos decidiram adotar o 22 de abril como o Dia da Árvore. E muitos países têm adotado uma dessas duas datas. O Brasil, porém, foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos EUA e também não adotou a data mundial que é 21de março. Nós brasileiros celebramos oficialmente o Dia da Árvore em 21 de setembro. E existe uma explicação lógica e muito bela para esta decisão.

Os povos indígenas brasileiros, em geral, sempre cultuaram as árvores na época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então se adotou a data que marca a entrada da Primavera. Algo que nos chama a atenção é o fato de que, por razões climáticas, o Norte e o Nordeste do Brasil cultuam a árvore na última semana de março, no período referente ao início das chuvas naquela região, e não como acontece no restante do país.

No Brasil, a celebração da árvore está intimamente relacionada com a vida da natureza e das pessoas que vivem num determinado lugar. Para quem vive na região sul do Brasil, a data em que é celebrado o Dia da Árvore, 21 de setembro, tem a ver com o período em que as terras estão sendo cultivadas ou já semeadas e as sementes estão germinando, crescendo, virando planta e as arvores voltando a florir novamente. Celebramos a árvore no período em que a semente, por causa do cio da terra, começa a virar planta e as plantas revelam sua beleza através das flores.

No Dia da Árvore celebramos a natureza, a vida se renovando, evidenciando a beleza que silenciosamente alimentou durante o inverno - tempo de seu recolhimento. O mês de julho é propício para o plantio de mudas de arvores, mas podemos ir plantando ainda em agosto ou até mesmo em setembro, para não deixar de plantar. Quando chegar o Dia da Árvore é bom que as mudas que plantamos em julho ou agosto já estejam firmes, em boa sintonia com a terra e todo o ambiente, se enraizando e prontas para começar a crescer com o calor da Primavera.

Plantar uma árvore é um sinal de amor à vida e um ato de compromisso ético com as gerações futuras. Mas, é preciso conhecer a natureza e saber quais são as árvores específicas do bioma, do ecossistema onde vivemos. Não basta apenas plantar árvores, é preciso plantar o tipo árvores que convivam em harmonia com o ambiente, ou seja, árvores nativas. Uma árvore fora do seu habitat natural, que é chamada de planta exótica, pode não vingar ou sofrer muito e não se desenvolver no seu vigor original, além de atrapalhar as plantas nativas.

E quando as árvores são plantadas em grandes extensões, em forma de monoculturas, elas podem afetar a vida do habitat onde foram plantadas. Sobre as monoculturas de eucaliptos, por exemplo, já se tem experiências de que provocam desequilíbrio ambiental e afetam fortemente a normalidade do ambiente, prejudicam as outras formas de vida do local onde são plantadas. Plantar poucas mudas de eucalipto, acácia ou qualquer outra árvore exótica, às vezes para o consumo local, não causa tantos problemas ambientais. Mas, quando o plantio é realizado em grandes extensões de terra, isto se torna extremamente perigoso. Mesmo quando se planta poucas árvores, é preciso ter o cuidado de que elas não sejam predominantes e capazes de agredir a biodiversidade nativa do lugar.

Plantar árvores é bom, é saudável para a vida. Além do seu valor em si, uma árvore traz muitos benefícios para a vida das pessoas e de toda a natureza. Sabemos da grande importância das árvores para o funcionamento normal da vida no planeta. Não podemos viver sem árvores, mas não basta simplesmente plantar árvores, pois nem todo verde é ecologicamente correto. Precisamos plantar e cuidar das nossas árvores nativas. E quem ainda não plantou uma árvore nativa neste ano, pode aproveitar o Dia da Árvore e plantar pelo menos uma.

Normalmente, quem planta uma árvore, não é o seu principal beneficiário. Mas, quem foi que plantou tantos milhões de árvores que hoje garantem nossa vida, nossa respiração? Certamente não foram nossas próprias mãos que plantaram as florestas e as plantas todas que permitem a vida ao nosso redor. A mão de Deus, a natureza e outras pessoas foram solidárias conosco. Portanto, sejamos solidários com quem ainda não nasceu e precisará encontrar um planeta com árvores, flores, frutos, água e todos os recursos que sustentam a vida. Herdamos um mundo onde é possível respirar. E o que deixaremos para as futuras gerações?

Plante a continuidade da vida, plante uma árvore nativa.

Publicado por Pilato Pereira no blog Olhar Ecológico em 21 de setembro de 2012

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Igrejas lutam unidas em defesa dos catadores de Viamão

CARTA ABERTA DAS ENTIDADES EM APOIO DO GALPÃO DE RECICLAGEM DA VILA ESTALAGEM E DA ASSOCIAÇÃO NOSSA SENHORA APARECIDA EM VIAMÃO RS

Diante da interdição do Galpão de Reciclagem na Vila Estalagem em Viamão, única unidade deste tipo no município, e do impedimento do trabalho das pessoas pertencentes à Associação Nossa Senhora Aparecida, que dependem do mesmo para o sustento de suas famílias, nos dirigimos a população e autoridades públicas através desta Carta Aberta.
Todo cidadão e toda cidadã viamonense sabem da necessidade de se criar um grande projeto em defesa do nosso meio ambiente, que contemple os interesses da comunidade como um todo e de modo particular as pessoas mais
necessitadas. Esta foi a motivação que levou, desde 1983, através dos encontros ecumênicos das igrejas cristãs de Viamão - a Igreja Católica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Igreja Metodista - a iniciar um trabalho social a ser desenvolvido no
galpão de reciclagem da Estalagem, resultando na fundação do grupo SÓ VIDA (Serviço de Orientação à Vida), em 1985.
Posteriormente SÓVIDA - que criou também a entidade PRÓVIDA - empenhou-se para adquirir um terreno à rua José Garibaldi, nas proximidades da Vila Estalagem para que fosse construído um galpão de reciclagem beneficiando pessoas pobres da vizinhança, sempre preocupados para que não fosse implantada naquele local uma organização empresarial com características de exploração de mão de obra barata como tem acontecido em outros lugares.
Em 1997, começaram a ser feitos contatos com a Metroplan (órgão do governo do Estado do Rio Grande do Sul), para viabilizar este projeto social da Estalagem, baseado nos princípios básicos da democracia que são a transparência, a igualdade e a participação criativa de toda a sociedade. Sempre se teve a preocupação e o cuidado de fugir do esquema do poder, onde prevalecem a hierarquia, o segredo e a rotina.
Em agosto de 1998, PRÓVIDA doa o terreno mencionado acima ao Estado do Rio Grande do Sul, possibilitando a construção e fiscalizando todo o projeto de execução, chegando a inaugurar o galpão da Estalagem com a cooperação da Metroplan. 

Para que este trabalho pudesse ser inserido no programa municipal, chamado PES (Projeto de Economia Solidária) foi criada a Associação
Nossa Senhora Aparecida, em 2000. O resultado foi a assinatura de um contrato tripartite: Metroplan, Associação e Prefeitura, com atribuições específicas para as três contratantes.
Durante quinze anos de 1998 a 2013 o galpão dos catadores da
Estalagem, sempre com licenciamento ambiental em dia, tem feito tudo para prestar um serviço importante à comunidade. Mesmo quando houve um período de interrupção no convênio, graças ao apoio da Fundação Luterana de Diaconia da IECLB, foi possível o acesso a uma caminhonete para realizar diretamente a coleta de resíduos, assim como um acordo especial com o Condomínio Condado do Castella. Esta fundação, com participação de outras igrejas e entidades, também contribuiu com equipamentos durante este período. Sendo que nenhum dos equipamentos usados no galpão jamais pertenceu a prefeitura.
No dia 14 de agosto de 2013, o prefeito da cidade, sem motivos legais, e sem buscar entendimento com as entidades que buscaram recursos e acompanharam o projeto aqui mencionado, decidiu interditar o galpão, sinalizando que posteriormente iria entregá-lo a outra entidade, conforme noticiado na imprensa, quando nem o galpão, nem os equipamentos pertencem a prefeitura. Incorrendo em uma série de irregularidades, entre as quais citamos:
a. O ato de interdição não apresenta fatos, nem mais, nem menos relevantes, que justifiquem tal procedimento; portanto não há sustentabilidade factível para tal procedimento; 
b. Não há notificação alguma que anteceda a interdição, nem que identifique irregularidades que, se houvessem, deveriam ter sido apontadas estabelecendo um prazo para regularização;
c. A notificação determina um prazo de 10 dias para a desocupação; o galpão foi lacrado antes desse prazo; a prefeitura que estabeleceu o prazo não o cumpriu;
d. Os trabalhadores da associação, que da reciclagem tiram o seu sustento e dos seus dependentes, tiveram os seus direitos ao trabalho e à renda negados, causando-lhes prejuízos econômicos plenamente calculáveis; sobre este fato cabe uma ação indenizatória por danos materiais;
e. Os trabalhadores, além do impedimento ao trabalho e à renda, foram submetidos ao constrangimento moral, perante eles mesmos como grupo social e perante a Comunidade, quando do lacramento realizado por uma equipe de funcionários do Município, com um aparato policial militar, equivalendo-se a um tratamento aplicado sobre atos criminosos e levando a todos a um constrangimento incalculável; 
Queremos, através desta, em primeiro lugar a reabertura do galpão e o retorno das atividades da Associação Nossa Senhora Aparecida, com participação efetiva das entidades que viabilizaram o projeto.
Por fim, convocamos a população para participar da mobilização em termos de defender uma gestão ambiental para o Município de Viamão que atenda a legalidade e respeite os direitos mais básicos das pessoas e entidades historicamente envolvidas neste processo. 


Serviço de Orientação à Vida (SóVida/PróVida).

Profetas da Ecologia/Associação Caminho das Águas (Ecoprofetas).

Pastoral Popular da Cooperação (Igreja Católica Romana).

Paróquia Bom Pastor/Igreja Evangélica de Confissão Luterana.

Igreja Evangélica Luterana.

Associação Maricá

Paróquia da Graça Divina/Irmandade Santo André.

Associação Viamonense Socio-Ambiental (AVISA)

Diocese Meridional/Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ciclo de Orações Dominicais no Tempo para a Criação

Entre as diversas propostas para 2013 na Diocese Meridional, também nos propomos rezar unidos o Tempo para a Criação, com o proposito de nos fortalecermos na caminhada em defesa da vida, da justiça e da paz. 
Preparamos um ciclo de orações dominicais para cada um dos domingos do Tempo para a Criação, que podem ser utilizados por nossas comunidades, além de outros símbolos que ajudem a visualizar nossos compromissos a partir da fé cristã.
Clique AQUI para abrir o arquivo com as orações dominicais.

Proposta para 2013 na Diocese Meridional

TEMPO PARA A CRIAÇÃO – DIOCESE MERIDIONAL - IEAB

Atividades de conscientização em relação ao compromisso cristão com a criação a partir da proposta do Conselho Mundial de Igrejas, no período que vai do dia 01 de Setembro (Ano Novo da Igreja Ortodoxa) e 04 de Outubro (Dia de São Francisco de Assis).

1. Proposta para 2013 na Diocese Meridional
Seguindo o lema do Conselho Mundial de Igrejas para este ano, que é o mesmo da X Assembleia que acontecerá em Busan, República de Coréia, entre os dias 30 de Outubro e 8 de Novembro: “Deus da Vida, conduze-nos à justiça e à paz”. 
Reunidos com uma equipe inicial formada pelo Bispo Diocesano, o Post. Pilato Pereira e o Eng. Ambiental Guilherme Castro Ramos, elaboramos a proposta para 2013 da seguinte forma:
1.1 Ciclo de orações dominicais para cada um dos domingos do Tempo para a Criação, que podem ser utilizados por nossas comunidades, além de outros símbolos que ajudem a visualizar nossos compromissos a partir da fé cristã.
1.2  Abertura de um blog onde poderemos compartilhar iniciativas ecológicas que estejam sendo desenvolvidas em nossas comunidades, ou outras formas de compromisso com a preservação do meio ambiente.
1.3 No mesmo blog oferecer um espaço onde pessoas interessadas possam encontrar orientações para realizarem atividades de compromisso com a criação.
1.4 Oferecer, também no blog, desafios que possam facilmente ser desenvolvidos por pessoas ou comunidades. 
1.5 Realizar no dia 28 de Setembro deste ano um encontro prático, onde iremos assistir e discutir um filme neste sentido, realizar atividades de compostagem no terreno da Diocese, e orar em favor da criação. Das 9 às 16 ou 17hs no SETEK (Av. Ludolfo Boehl, 278, Teresópolis, Porto Alegre). 
1.6 Oferecer dentro do encontro da Coordenação da UJAB com jovens do Mutirão do Avivamento em Santo Antônio de Patrulha, no dia 29 de Setembro a partir das 14hs, alguma atividade de conscientização dirigida pelo jovem Eng. Guilherme. 
1.7 Realizar na Sexta Feira dia 04 de Outubro às 19hs no Auditório do Escritório Diocesano, mesmo endereço do SETEK, uma partilha sobre espiritualidade franciscana e ecologia.
Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo (João 6:33)

Dom Humberto Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Publicação ecumênica na América Latina foca o tema da Ecoteologia

Um livro lançado em Buenos Aires, Argentina, no mês passado, reforçou o debate sobre o tema da ecoteologia na América Latina, com uma contribuição direta do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
O livro em espanhol intitulado Ecoteologia - aportes del Ecumenismo (Ecoteologia: Perspectivas Ecumênicas), editado por Alfredo Salibian e Eusebio Lizarralde e publicado pela Editorial Dunken, apresenta um artigo do Dr. Guillermo Kerber, que é responsável no CMI pelo programa Cuidado com a Criação e Justiça Climática.
O livro é uma compilação de textos apresentados durante um seminário em 2011, abordando o tema “Fé e Ecologia cristã: Rumo a uma Teologia Eco-ecumênico” na escola teológica protestante Instituto Universitario, ISEDET, em Buenos Aires.
Por três décadas, o CMI vem salientando a necessidade de uma visão holística no tratamento da mudança climática, inclusive suas dimensões científicas e políticas a nível local, regional e internacional, juntamente com as práticas econômicas, éticas e teológico-espiritual.
Clique AQUI para ler mais no site do CMI

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Conselho Mundial de Igrejas e o Tempo para a Criação

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) está presente e é reconhecido em todo o mundo, considerado “uma comunhão de igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador, segundo as Escrituras”. As igrejas-membro do Conselho “procuram cumprir juntas sua vocação comum para a glória do Deus único, Pai, Filho e Espírito Santo”. Trata-se de uma “comunidade de igrejas no caminho para a unidade visível”, como testemunho de “uma só fé e só uma comunhão eucarística, expressa no culto e na vida comum em Cristo”. Com 349 igrejas, trabalhos em mais de 110 países e uma presença territorial que abrange todo o mundo, onde representa mais de 560 milhões de pessoas, esta é a maior organização do movimento ecumênico moderno e tem como objetivo central a unidade dos cristãos. Fundado em 1948, quando a maior parte das igrejas fundadoras eram europeias e estadunidenses, hoje a maioria das igrejas-membro do CMI estão na África, Ásia, Caribe, América Latina, Oriente Médio e no Pacífico.
O CMI é um espaço onde as igrejas-membro podem refletir, falar, agir, adorar e trabalhar em conjunto, testemunhando sua fé na unidade e no serviço. E entre os diversos trabalhos do CMI está também a preocupação com a questão ambiental através do programa “Justiça, Diaconia e Responsabilidade com a Criação”. Uma das campanhas e ações do CMI é o chamado "Tempo para a Criação", que acontece anualmente no período de 1º. de setembro a 4 de outubro. 
A campanha ecumênica Tempo para a Criação inicia no dia 1º de setembro por ser o primeiro dia do ano do calendário eclesiástico da Igreja Ortodoxa, estendendo-se até 4 de outubro, que é a Festa de São Francisco de Assis, na tradição católica romana e anglicana, e por ser um santo universal, admirado por diversas denominações e manifestações religiosas no mundo inteiro.
São Francisco de Assis é a referência nesta campanha ecumênica, que é um tempo de oração, reflexão sobre o cuidado e o uso justo dos dons da natureza que recebemos de Deus, e assim, renovar o compromisso ecológico. 
Cada ano o CMI escolhe um tema específico para a campanha e em 2013 propõe  que o Tempo para a Criação seja preparatório para a X Assembleia do CMI que acontecerá em Busan, na Coreia do Sul, entre os dias 30 de outubro a 8 de novembro de 2013. O tema da X Assembleia do CMI é "Deus da Vida, conduza-nos na Justiça e na Paz". Este tema proporciona as linha diretivas de reflexão, oração e meditação para o planejamento das atividades programáticas antes e depois da assembleia. 
A vida, a justiça e a paz estão intimamente ligadas com a Criação. Diante das ameaças contra a vida da Criação é preciso ações de acojustiça e paz com a Terra.
Clique AQUI para ler mais sobre o CMI