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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa 2014: Mensagem de Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA
Cristo nossa vida!

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”(Mateus 28:6).

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Senhor Ressuscitado, escrevo para lhes desejar uma Feliz Páscoa. Páscoa, do hebraico pésag, singifica “passagem” e remete a experiência da libertação do povo escravizado e oprimido no Egito. A memória da revelação de Deus como Libertador era celebrada solenemente em sete dias de consumo de pães se fermento e na céia familiar do cordeiro (Êxodo 12:1-12). Jesus, anunciando sua morte de Cruz e Ressurreição celebrou a Páscoa com seus discípulos e discípulas (Mateus 26:17-19). A Páscoa não é apenas a ressurreição de Cristo, é o ponto onde converge toda a revelação de Deus na história da humanidade. Ali, Deus Libertador, revelado por primeira vez no Êxodo, se apresenta em Jesus Cristo, Palavra Encarnada, vive por amor, morre na Cruz de tanto nos amar, carregando sem seu próprio corpo todas as injustiças, as opressões, os preconceitos, e todas as outras formas de pecado. 
Quando celebramos a Ressurreição, celebramos nossa nova vida em Cristo, como nos diz o cântico de Taizé que está em nosso cancioneiro Laudate sob o número 213: “Cristo ressuscitou, Ressuscitemos com ele. Cristo nossa vida”. Celebrar a Páscoa é nos preparar para participar da libertação de todas as nossas mazelas, medos, impedindo que nossas limitações naturais – inclusive nossa existência – nos impeçam de viver em plenitude o amor vitorioso de Deus presente no Senhor Ressuscitado.
Nesta Páscoa estarei celebrando na Paróquia da Benção Divina em São Francisco de Paula e na Missão São Pedro em Canela, apoiando o pároco Revdo. Hermes que também é pároco na Paróquia da Ressurreição, e o Postulante Eleutherio Pinheiro Neto que inicia seu estágio fora da comunidade que o acolheu. Desde aqui recebam minhas orações para que o Senhor Ressuscitado se revele mais uma vez em suas vidas, que o Senhor os surpreenda, anime cada pessoa em cada comunidade e renove vossa esperança na vida que vence a morte.

Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

quinta-feira, 17 de abril de 2014

IEAB reconhece Sagradas Ordens de Pilato Pereira

Na celebração deste Domingo de Ramos, 13 de abril, na Paróquia da Ascensão, em Porto Alegre, o bispo diocesano da Diocese Meridional da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Dom Humberto Maiztegui Gonçalves, reconheceu as Sagradas Ordens de Pilato Pereira, ordenado diácono e presbítero pela Igreja Católica Apostólica Romana, na Arquidiocese de Porto Alegre. Dom Humberto também anunciou que o Reverendo Pilato Pereira atuará como coadjutor na Paróquia da Ascensão e será o ministro encarregado pelo Ponto Missionário Santo André, em Guaíba.
Em sua pregação, Dom Humberto falou sobre a trajetória vocacional de Pilato e o processo de reconhecimento de suas Ordens. O bispo diocesano relatou que quando assumiu como pároco na Paróquia São Lucas de Canoas, no ano de 2010, Pilato e sua companheira Luciméia Gall König passaram a fazer parte daquela comunidade. Em seguida, ambos foram recebidos pelo então bispo diocesano, Dom Orlando de Oliveira, e passaram a atuar na pastoral da Paróquia.
Dom Humberto explicou que Pilato Pereira fez parte da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi ordenado diácono e presbítero, através da Igreja Católica Romana, e que agora ocorre o reconhecimento das suas Ordens pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que o acolhe no clero da Diocese Meridional.
A cerimônia contou com a presença de paroquianos das paróquias da Ascensão e São Lucas de Canoas e familiares e amigos de Pilato. O Frei Capuchinho e Reitor da ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana), Aldir Crócoli, esteve presente, concelebrando com demais presbíteros da Diocese Meridional. Além de Dom Humberto, também estiveram presentes os bispos eméritos, Dom Orlando Santos de Oliveira e Dom Clovis Erly Rodrigues. 

sábado, 1 de março de 2014

Relato da Presença da IEAB no Congresso do MST

Enviado em 18 de fevereiro, por Paulo UETI, Facilitador Regional para América Latina y el Caribe, Alianza Anglicana.

Justiça e paz se abraçarão! Cantamos com o salmista a alegria e o júbilo da verdadeira religião (Am, Is, Tg). 

Semana passada aconteceu o VI Congresso Nacional do MST (movimento dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra) em Brasília. Mais de 15 pessoas estiveram presentes celebrando, lutando e expressando que outro mundo não é só possível mas já está acontecendo. Ainda a muito caminho, a jornada não acabou e é difícil, mas em solidariedade e fé o movimento segue e nós, pessoas de fé e religião, acompanhamos do mesmo jeito que Jesus acompanhou as pessoas mais vulneráveis e foi testemunha que Deus não as esqueceu e continua com elas. 
Rev. Gabas e Yvi da Diocese de Curitiba estiveram presentes durante o evento, assim como  Bispo Maurício e eu mesmo. Nosso primaz se fez presente através de uma saudação (postada neste blog). 
Compartilho o boletim do Congresso (Clique AQUI para abrir o link). Vale a pena inteirar-se para seguirmos em movimento de solidariedade e muita oração para que "Venha Teu Reino Senhor"... 
Um abraço terno e fraterno.

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Testemunho de Yvi Leisi - Londrina-PR:
Participei do VI Congresso Nacional do MST para presenciar e entender um pouco mais sobre as lutas dos trabalhadores sem terra e aprofundar a discussão sobre a reforma agrária e socialismo.
O Congresso levantou discussões muito positivas, colocando em pauta aspectos fundamentais como a batalha que temos de traçar contra o imperialismo estadunidense e as multinacionais. Além disso, colocou a luta por reforma agrária novamente na pauta do governo.
Penso que o momento mais marcante foram as místicas realizadas, que mostraram toda a batalha enfrentada pelo Movimento e sintetizaram esses 30 anos de luta e conquistas.
A igreja deve estar envolvida com os trabalhos do movimento para ajudar a fortalecer as reivindicações. A igreja deve ter não apenas num envolvimento político, mas uma presença atuante em acampamentos e assentamentos, assim como se realiza em Cascavel, na pessoa do Reverendo Luiz Carlos Gabas.
Percebi durante o Congresso de que pelo menos 60% dos integrantes da plenária eram jovens que lá estavam lutando por seus direitos. Um recado que eu deixo à juventude é sempre ler, entender, e se engajar mais na luta, que pertence a todos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta do Primaz ao Encontro do MST

Santa Maria, 10 de Fevereiro de 2014

E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre. Isaías 32,17

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) congratula e se solidariza com a celebração do VI Congresso Nacional do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil. O MST há trinta anos organiza sonhos e desejos de vida plena, defende os direitos ao acesso democrático e humano a terra, ao trabalho, a alimentos livre de venenos e luta contra o preconceito de grupos que por centenas de anos permanecem em situação de privilégio e dominação em nossas terras.
São três décadas de sonhos, mobilizações, lutas e conquistas para um Brasil melhor e para uma sociedade onde a justiça e a paz se beijam (cf. S. 85). Reconhecemos suas ações e colaborações na firme defesa de pessoas excluídas dos meios de produção deste país rico e extenso, mas dominados por uma elite que concentra, domina e é a aliada da violência para manter seus privilégios e a todo custo defender seus lucros.
A terra e a humanidade são expressão da Palavra de Deus, por sua “ordem todas as coisas vieram a existir: a vastidão do espaço entre as estrelas, as galáxias, sóis, os planetas em suas órbitas, e esta terra frágil que é nosso lar. Dos primeiros elementos fez surgir a raça humana e a abençoaste com  memória, razão e sabedoria…”  (cf. Livro Comum de Oração p.81).
Essa é a religião que a família anglicana celebra e defende. Uma religião que reconhece e defende a vida, especialmente os mais empobrecidos e excluídos, e o planeta, usurpado pelo lucro e pelo egoísmo de poucos, como expressão de um Deus que ama e se entrega para que a vossa alegria seja completa (cf. Jo 16:24c).
Como igreja de Deus neste país a Família Episcopal Anglicana se junta ao MST, um dos maiores aliados da sociedade brasileira, neste tempo de graça e martírio e conclama a todas as pessoas de boa fé na missão, também cumprida por este movimento, de “responder as necessidades humanas com amor, buscar a transformação das estruturas injustas da sociedade e a lutas pela salvaguarda da integridade da criação, sustento e renovação terra” (cf. Cinco Marcas da Missão-CCA e CL 1988).
Nosso compromisso como igreja deve ser claro e irredutível no reconhecimento, apoio e envolvimento com movimentos que  lutam pela justiça e direitos do planeta e das pessoas que nele habitam, que fazem campanhas para que nossos alimentos sejam sem venenos e nossa agricultura seja principalmente para  alimentar a população que passa fome. A terra e a vida pertencem ao Senhor. Não se pode ficar parados enquanto a maioria da população sofre e é explorada ou escravizada por uma minoria ainda poderosa neste país.
Convido a todas as pessoas das comunidades da família anglicana a fazer um momento de oração pela realização deste congresso em Brasília na semana de 10 a 14 de Fevereiro. 15.000 sem terras e parceiros de outros grupos e organizações estarão celebrando 30 anos de vida e de luta pela cidadania e dignidade. Tanto já foi conquistado mas ainda falta muito e nossa fé deve ser expressão do amor de Deus. Nossa religião é aquela que se coloca ao lado dos “mais pequeninos violentados e excluídos” (cf. Mt 25:31-46), tem misericórdia e publicamente a expressa, mesmo que isso leve a Cruz.
Nossa Igreja se fará representar neste Congresso pela presença de meu irmão e bispo Mauricio Andrade, bispo diocesano de Brasilia e companheiro de caminhada nas lutas pela justiça e dignidade.
Ubi Caritas et Amor. Deus ibi est. Onde está a solidariedade e o amor Deus aí está.

++ Francisco de Assis da Silva
Primaz do Brasil e Diocesano em Santa Maria

NOTA: A DAC está representada por alguns irmãos e irmãs do Assentamento “Olga Benário” em Sta. Tereza do Oeste/PR onde a Paróquia da Ascensão mantêm um Ponto Missionário e também pelo Ven. Arc. Luiz Carlos Gabas. 
Imagem: MST

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nossa água

Chegou o verão e pelo menos em Porto Alegre, muitos tem um motivo a mais para comprar água mineral. No nosso verão aumenta o desenvolvimento de algas no Guaíba que acabam deixando um leve gosto na água que bebemos da torneira. Agora, fora este inconveniente, você já se perguntou porque tomamos tanta água engarrafada?
Convido vocês a darem uma olhada nesse vídeo:

O sistema público de abastecimento no Brasil é obrigado (felizmente) a obedecer normas bastante restritivas para garantir que a água que chega nas nossas torneiras seja potável. E isso é bastante caro. Mesmo assim, muitos ainda tem preconceito em tomar água da torneira e acabam bebendo sempre água engarrafada. Que como vimos no vídeo custo muito mais caro e para o nosso bolso e para o meio ambiente. Então fica o incentivo para consumirmos mais água da torneira. Mas cabe lembrar que, para garantir a qualidade da água que bebemos, devemos fazer limpezas periódicas nas caixas d'água. O recomendado é que seja feito no mínimo uma limpeza a cada seis meses.


sábado, 4 de janeiro de 2014

O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) recentemente implantou o seu Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) com o objetivo de acompanhar, orientar e fortalecer as experiências diacônicas da Igreja, bem como facilitar a capacitação e articulação dessas experiências no âmbito provincial.

No site do SADD (www.ieab.org.br/sad), você poderá explorar 4 bancos de dados que contribuirão para a concretização do SADD.
1) Banco experiências: mapeamento das atuais experiências de diaconia social na IEAB quanto à variedade de atividades, objetivos, sujeitos, motivações, articulações, desafios e fontes de recursos;
2) Banco recursos humanos internos e externos, para atender às necessidades de formação, por exemplo, sobre a preparação de certidão para fundações filantrópicas. Este banco deve estar articulado com o trabalho do Centro de Estudos Anglicanos (CEA);
3) Banco fontes: requisitos e procedimentos de fontes de recursos públicos nacionais e da cooperação e internacional.
4) Banco instâncias: o mapeamento das instâncias (dioceses, distrito, paróquias, missões, pontos missionários ou instituições) da IEAB.
Há relações entre os bancos e eles usam as mesmas listas pré definidas de descrições com palavras chaves. As pessoas que têm uma senha, podem cadastrar, editar e excluir os dados.

Você pode obter mais informações através do site do SADD (www.ieab.org.br/sad), onde, além dos bancos de dados, também disponibiliza uma página de notícias, um formulário de contatos, uma lista de pessoas que são referência do SADD em cada diocese.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mensagem de Advento e Natal

“Glória a Deus nas alturas e Paz na terra para as pessoas por ele amadas”
(São Lucas 2:14)

Queridas irmãs e irmãos em Cristo:

Advento significa “vinda” e Natal significa “nascimento”. Do ponto de vista da nossa fé cristã, a conjunção de ambos significa “Encarnação” e “Redenção”. A vinda que falamos é aquela que fez Deus se tornar como-a-gente, para viver entre-a-gente, participando da vida da gente! O nascimento traz em Cristo uma nova humanidade onde as fronteiras entre o humano e o divino, abriram-se, de tal forma que ambas circulam livremente, sem deixar de ser diferentes. Em Cristo, Deus se faz gente e a humanidade nascida de mulher, no contexto da família, é celebrada nas alturas, vive, vence a morte, se eleva ao horizonte da divindade e permanece entre nós na promessa do reencontro! 
Queridas e queridos em Cristo, encarnemo-nos com Jesus Cristo, sejamos gente no meio da gente, de forma de respeitar de tal forma nossa divina humanidade que a violência, a fome a exclusão e todas as formas de preconceito e discriminação sejam superadas pela Sua Graça. Vivamos de tal forma esta vinda e este nascimento que nossas famílias sejam expressão da Maria, José e Jesus na nossa história.
Por favor, neste Advento e Natal abracem-se muito, beijem-se muito, apoiem-se muito e assim capacitem-se para levar mais amor ao mundo, sendo a fiel expressão de Jesus Cristo, Senhor Encarnado. 
Abençoado Advento, amoroso Natal e um ano novo cheio de esperança, para cada pessoa e cada família. Em Cristo,

+Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Movimento Franciscano na Diocese Meridional

Como uma das ações de continuidade ao que foi iniciado na campanha ecumênica Tempo para a Criação, a Diocese Meridional da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), realizou um encontro franciscano no dia 29 de novembro, as 19 horas no Auditório do Escritório Diocesano em Porto Alegre. Na oportunidade foi avaliado a campanha e feito planejamento com o propósito de continuar com o Movimento Franciscano. Também esteve presente a irmã Ana Lúcia da Terceira Ordem, que compartilhou sobre o retiro que aconteceu recentemente onde professou na Ordem. Ana Lúcia levou para sua casa o quadro de São Francisco com a vela e o caderno de anotações, que a cada encontro serão entregues a outros membros do grupo. 
Após avaliar a campanha Tempo para a Criação, o grupo optou por continuar como Movimento Franciscano, um espaço de participação de quem deseja viver e conhecer melhor o carisma franciscano. O Movimento dará apoio a Ordem Terceira, com possível criação de um capítulo da ordem e na promoção da campanha Tempo para a Criação e outras ações de justiça, paz e ecologia na Diocese Meridional.
Durante a reunião foram acertadas algumas ações para o ano, com sugestões de datas. Com as ideias levantadas neste encontro, durante a reunião do clero ficou firmada a proposta de se realizar a Semana Franciscana entre os dias 4 a 11 de outubro, concluindo com retiro anual do Movimento Franciscano e Tempo para a Criação. A abertura da campanha Tempo para a Criação será no dia 1º de setembro no auditório do escritório diocesano em Porto Alegre. A próxima reunião do Movimento Franciscano será no dia 23 de fevereiro de 2014.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Encontro Franciscano

Dando continuidade ao que foi iniciado na campanha ecumênica Tempo para a Criação, a Diocese Meridional da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), realiza mais um encontro franciscano no dia 29 de novembro, as 19 horas no Auditório do Escritório Diocesano em Porto Alegre.
O Tempo para a Criação inicia no dia 1º de setembro por ser o primeiro dia do ano do calendário eclesiástico da Igreja Ortodoxa, estendendo-se até 4 de outubro, que é a Festa de São Francisco de Assis, na tradição católica romana e anglicana, e por ser um santo universal, admirado por diversas denominações e manifestações religiosas no mundo inteiro.
Como conclusão da período específico da campanha, a Diocese Meridional realizou no dia 04 de Outubro uma partilha sobre espiritualidade franciscana e ecologia. Naquele encontro avaliamos a caminhada e planejamos a continuidade do movimento. O encontro agendado para o dia 22 de novembro foi transferido para a próxima sexta-feira, dia 29, onde será passado adiante o de São Francisco de Assis, criado pela nossa irmã artista, Helena Gastal. Em cada encontro, alguém do grupo levará o quadro para sua casa. O objetivo é cultivar a espiritualidade franciscana e fortalecer o testemunho em defesa da vida.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ultrapassando 1.000 visualizações

Ainda que pareça pouco, nos alegramos com nosso blog ultrapassando o número 1.000 em visualizações de páginas. Somos gratos aos internautas que leram e compartilharam nossas postagens. O blog foi criado para a campanha Tempo para a Criação, mas continua ativo, pois esta campanha se tronou um serviço permanente em nossa diocese. 
Continue acompanhando e participando no blog.

domingo, 3 de novembro de 2013

Prefeitura de Viamão faz política contra catadores

Conforme noticiamos neste blog, no dia sete de setembro passado, "depois de serem impedidos, pela Prefeitura de Viamão, a exercerem seu trabalho de reciclagem no próprio galpão, que conquistaram no orçamento do estado, catadores da Associação Nossa Senhora Aparecida, buscam apoio das igrejas, entidades, lideranças que os apoiaram desde o início da caminhada". Nada mais e nada menos que 5 igrejas se uniram em defesa dos catadores, tendo do outro lado a Prefeitura Municipal de Viamão. Ou seja, aquela que deveria apoiar e fortalecer o trabalho dos catadores, foi a grande força, movida por interesses políticos mesquinhos, a expulsar os trabalhadores do seu local de trabalho, por eles mesmos conquistado.
Para esclarecer a questão, publicamos na íntegra uma mensagem de e-mail de nosso companheiro Rômulo, do Ecoprofetas com o relato do companheiro Dirk do SÓ-VIDA, Serviço de Orientação para a Vida, que reúne diversas igrejas em apoio aos catadores desde seu início. 
Seguem os textos:

Meus amigos e minhas amigas:     

Recebi um resumo da história do Galpão de Reciclagem de Viamão, com o relato feito pelo companheiro DIRK, um dos coordenadores da entidade SÓ-VIDA. Porém antes, queria colocá-los a par do que está acontecendo em relação ao Galpão de Reciclagem de Viamão.
O prefeito tucano, mandou uma notificação em 14 de agosto, de numero 0001/2013, dando 15 dias de prazo, para que os Catadores saíssem do local. Um dos motivos alegados foi a falta de Licença Ambiental.
Dia 15 de Agosto de 2013, ou seja, um dia após a notificação, o mesmo prefeito tucano, mandou interditar o Galpão em questão.
A interdição leva o número 0001/2013. A medida repressiva não se confirmou porque o grupo se mobilizou e conseguiu ganhar um tempo. O fato não foi suficiente para que o problema fosse resolvido.

UMA OBSERVAÇÃO:
Em relação ao número da interdição, é relevante observar que, em 8 meses de trabalhos administrativos da prefeitura do município, o senhor prefeito não notificou ninguém, pois aqui se trata da primeira do ano, já que leva o número 0001. Não é de todo estranho?... Não estaríamos talvez face a uma perseguição política? Não ter notificado ninguém de janeiro a agosto, e agora, a primeira, logo para um grupo de recicladores, todos gente pobre?
Desde então até esta data, Só-Vida e Associação Caminho das Águas através do Irmão Antonio Cecchin, têm buscado uma solução junto à Justiça e ao governo do Estado, para que as famílias possam retornar ao trabalho com segurança e dando continuidade na busca de novos parceiros, uma vez que, até agora, o município não conta com uma Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos. 
Na  Assembleia Legislativa temos contado com o apoio do Deputado Valdeci Oliveira e Ricardo Haesbart. Ambos estão buscando, junto ao governo do Estado, maneiras de resolver este impasse. Até o presente momento, não conseguimos ainda a palavra final da Direção da Metroplan.
No que se refere à Licença Ambiental, ela já foi concedida e  com validade até 2017.
Ontem, o prefeito tucano, fez mais uma investida contra o grupo, ficando de retornar na segunda feira para retirar tudo o que pertence aos trabalhadores e lacrar definitivamente o  local de trabalho dessas inúmeras famílias que ali ganham seu sustento, sem nenhum tipo de apoio por parte da Prefeitura.             
Peço a todos que façam rodar esse resumo do SÓ-VIDA, do nosso amigo DIRK, que muito se dedicou ao longo desses anos todos, a fim de que essas pessoas pobres, tivessem um pouco de dignidade.
Abraços 

Rômulo
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RESUMO DA HISTÓRIA DO GALPÃO DO SÓ-VIDA 
O galpão de reciclagem da Estalagem é fruto de um trabalho com as cinco Igrejas Cristãs - a católica, as duas igrejas luteranas (IELB e IECLB), a episcopal e a metodista - que começaram a se reunir no antigo Instituto Ana Jobim em 1983, muito antes de qualquer militância político-partidária das pessoas mais diretamente envolvidas com esse projeto ecumênico-comunitário. 
Os representantes dessas Igrejas com um grande grupo de apoiadores criaram em 1985 o movimento SÓ-VIDA, Serviço de Orientação para a Vida, tendo como entidade inspiradora o SICA – Serviço Inter-Confessional de Atendimento em Porto Alegre. Sua primeira sede foi na casa do saudoso líder comunitário ARNALDO DA SILVA, na RS 040, parada 37. Além de muitos outros líderes comunitários, é bom lembrar o nome do também saudoso HÉLIO NUNES. 
Em 1995, SÓ-VIDA deu início a um trabalho comunitário na vila Estalagem onde organizou um grupo de mulheres para fazer um trabalho de reciclagem de Resíduos Sólidos. Junto à rua José Garibaldi número 1304, foi construído um pequeno galpão com o objetivo de geração de renda de algumas mulheres negras, desempregadas. 
SÓ-VIDA conseguiu apoio financeiro para adquirir o terreno naquele endereço e dar continuidade à construção do galpão. Em 1997 começaram a ser feitos contatos com a Metroplan - órgão do governo estadual - para a construção de um galpão modelo. Para que a Metroplan pudesse fazer o trabalho de construção e assessoria deste projeto de SÓ-VIDA, o terreno foi cedido ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 
Em 1998 o galpão foi inaugurado e o trabalho comunitário foi incluído, logo em seguida, no PES - o Projeto de Economia Solidária da Prefeitura municipal. 
SÓ-VIDA viabilizou a criação da Associação Nossa Senhora Aparecida para que fosse feito o convênio tripartite: --- Associação, Prefeitura, Metroplan ---, sempre lembrando que o trabalho de reciclagem tem que obedecer ao modelo de uma cooperativa de cunho social.
Durante todos esses anos, dezenas de famílias garantiram o seu sustento com trabalhos realizados por um ou mais de seus membros como CATADORES. 
SÓ-VIDA - junto com a entidade PRÓ-VIDA - reconhece que foram cometidos erros da parte de pessoas diretamente envolvidas no projeto, mas tem a plena convicção de que sempre conseguiu alcançar o seu objetivo principal de inclusão social de famílias necessitadas e promover a EDUCAÇÃO AMBIENTAL através de um trabalho concreto de reciclagem de resíduos sólidos.
Hoje o galpão de reciclagem da Estalagem é o único equipamento no município com licenciamento da FEPAM. 
Uma pergunta que não quer calar: qual é mesmo o objetivo da administração municipal em inviabilizar um trabalho comunitário que tanto serviço tem prestado à comunidade viamonense?
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Oremos para que esta situação se resolva, para que os catadores tenham força de superar este monstro da política selvagem e mesquinha do prefeito de Viamão. Lutemos juntos em defesa desta causa nobre dos catadores da Associação Nossa Senhora Aparecida.
Mais notícias sobre o assunto:

Blog "Tempo para a Criação"

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tempo para a Criação continua


A campanha ecumênica Tempo para a Criação inicia no dia 1º de setembro por ser o primeiro dia do ano do calendário eclesiástico da Igreja Ortodoxa, estendendo-se até 4 de outubro, que é a Festa de São Francisco de Assis, na tradição católica romana e anglicana, e por ser um santo universal, admirado por diversas denominações e manifestações religiosas no mundo inteiro. 
Durante este período, a Diocese Meridional organizou o Ciclo de orações dominicais para cada um dos domingos do Tempo para a Criação, além de outras ações como:
a criação deste blog para compartilhar iniciativas e desafios que possam facilmente ser desenvolvidos por pessoas ou comunidades; 
a organização de um encontro prático, com estudos e orações e a criação de uma compostagem no terreno da Diocese; 
durante o encontro da Coordenação da UJAB, com jovens do Mutirão do Avivamento em Santo Antônio de Patrulha, no dia 29 de Setembro, aconteceram atividades de conscientização dirigida pelo jovem Eng. Guilherme; 
na Sexta Feira dia 04 de Outubro às 19hs no Auditório do Escritório Diocesano, aconteceu uma partilha sobre espiritualidade franciscana e ecologia.
No encontro do dia 4 de outubro, avaliamos a caminhada realizada desde o dia 1º de setembro, oramos pela Integridade da Criação e planejamos um pouco sobre a continuidade deste caminho e já marcamos uma reunião da equipe para o dia 22 de novembro. Planejamos continuar o trabalho na Diocese como Tempo para a Criação, que poderá se tornar uma pastoral diocesana. Também queremos continuar o cultivo da espiritualidade franciscana e nos fortalecermos na missão em defesa da justiça, da paz e da integridade da criação. Nossa irmã artista, Helena Gastal criou um belo quadro de São Francisco, que  a cada encontro, alguém do grupo o levará para sua casa.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ecologia: a arte da reconciliação

Nossos antepassados viveram nas florestas e, certamente, sentiam medo da sua complexidade. As florestas representavam perigo aos seres humanos, como a todos os animais. Para fugir das florestas, as comunidades humanas foram se aglomerando, primeiro com trabalho agrícola, depois a indústria, até chegarmos ao mais moderno e complexo mundo urbano que hoje conhecemos. E as cidades são tão complexas quanto as floretas. Assim como as florestas causavam medo e perplexidade, hoje são as cidades que amedrontam constantemente. Ninguém estaria seguro numa floresta, como também não se pode dizer que alguém esteja plenamente seguro numa cidade. Podemos dizer que, ao fugir da floresta, o ser humano criou a cidade à imagem e semelhança da sua primeira habitação.
O medo de ser agredido levou o ser humano a criar técnicas de proteção. E sempre impulsionado pelo medo, chegou ao ponto de desenvolver uma altamente moderna e eficaz indústria de guerra. Com medo da fome, e tendo que migrar para locais afastados dos recursos naturais, a espécie humana se esforçou em implementar técnicas e estratégicas capazes de garantir a subsistência. Mas, o medo da morte virou violência e o medo da fome virou ganância. Violentos e gananciosos por causa do medo, os seres humanos agridem, não apenas as outras espécies, mas constantemente vivem ferindo e explorando uns aos outros. É assim que vemos a humanidade, com muitos sinais de amor e fraternidade, mas fortemente marcada pela ganância, violência, pelo ódio e o egoísmo. E, infelizmente, ainda somos uma civilização do medo e da incerteza, sentindo impotência diante dos problemas que nós mesmos criamos.
A ecologia que é o estudo da casa onde habitamos, é também a arte da reconciliação, é a ciência que nos faz pensar e mudar a forma de como nos relacionamos com tudo o que existe. Hoje, a ecologia nos convida à reconciliação. No início, os seres humanos quiseram fugir das florestas e ainda hoje fugimos das nossas cidades que construímos para viver. Fugimos do caos, da degradação, da poluição e fugimos uns dos outros. Mas agora, a ecologia nos interpela: se fugir, que seja do medo, da ganância, do ódio e da maldade, para então, nos re-encontramos na convivialidade fraterna, na solidariedade, no amor, na bondade. Temos que nos re-encontrarmos como humanidade, nos reconciliarmos com nossa condição humana, com os seres humanos, com outros seres e as outras formas de vida e com Deus criador da vida. Precisamos reatar nossa amizade com a natureza, que é fonte de vida e não simplesmente um perigo ou ameaça. A nossa sobrevivência e a continuidade real de vida no planeta dependem da nossa reconciliação com a natureza.
Pilato Pereira

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Partilha sobre Espiritualidade Franciscana e Ecologia


Na próxima sexta-feira, dia 04 de Outubro, às 19hs, no Auditório do Escritório Diocesano, junto ao SETEK (Av. Ludolfo Boehl, 278, Teresópolis, Porto Alegre), dando continuidade a campanha Tempo para a Criação, a Diocese Meridional promove uma partilha sobre Espiritualidade Franciscana e Ecologia.
Vai ser um momento simples, como desejaria São Francisco de Assis, com partilha de ideias, experiências e sonhos sobre Ecologia e Espiritualidade Franciscana. Todos e todas são bem vindos (as).

sábado, 28 de setembro de 2013

Chegando a Primavera!

por Pilato Pereira - blog Olhar Ecológico
Nestes dias o Hemisfério Sul celebra a chegada da Primavera, a estação das flores e da unimultiplicidade das cores da vida. A Primavera sempre vem. Todos os anos ela vem desabrochar a vida, reflorescer os sonhos e acordar a esperança, embelezar e perfumar a convivência das pessoas e a natureza. Dissera Che Guevara que “os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”. Assim como o Verão, o Inverno e o Outono, a Primavera sempre volta, sem nunca ter nos deixado. Como o Sol que surge no horizonte, se alastra e depois se põe e no dia seguinte, mesmo as escondidas, lá está ele novamente cumprindo seu ritual de nascer e morrer, sem nunca deixar de viver. Assim é a vida. As flores que agora são flores virão a ser frutos e os frutos alimentam outros seres e guardam suas sementes que morrem para gerar vida que floresce. E quanto mais nos detemos a observar e compreender os mistérios da natureza, mais nos envolvemos em mistérios que se revelam e velam verdades tantas. Existem paisagens belas que são reveladas pela luz e outras, igualmente belas, são reveladas pela noite. E o que noite esconde, o dia desvela e o que o dia desfaz, a noite refaz.
A Primavera exibe as cores da vida. Ela expõe um espetáculo que não é somente seu, mas a sua missão é exibir a vida em forma de flores. Para que existam flores na Primavera, é preciso o calor do Verão, a transição do Outono e o frio do Inverno. Tudo depende de tudo e tudo está interligado com tudo. O capricho da natureza, muitas vezes desconhecido, durante as outras estações resulta na beleza da Primavera. Quando nos encantamos com as flores desta estação, é bom reconhecer o quanto foi importante o clima regular das outras estações. Não haveria Primavera se não fosse o Inverno. Quando reclamávamos daqueles dias frios que só se saia de casa por extrema precisão, a natureza silenciosamente se servia daquele clima para nutrir a vida. E agora, com toda eloquência, a Primavera canta a poesia da vida.
A Primavera é mesmo fascinante. Sua missão é revelar a beleza da vida que, por vezes, passa despercebida. E quando a Primavera nos diz que a vida é linda e nós humanos compreendemos a sua poesia, a vida realmente se torna melhor. Também externamos as nossas cores. Cores de sentimentos, desejos, pensamentos, ideias, ideologias, crenças e filosofias. As cores que pintamos e vestimos e também as cores de bandeiras que erguemos. E quando essas bandeiras pregam paz, justiça e dignidade, elas movem o mundo. Sendo assim, são bandeiras que expressam nossa humanidade, como as flores que na Primavera expressam a beleza que está na essência da vida.

domingo, 22 de setembro de 2013

O Dia da Árvore e o Cio da Terra

A data considerada como o Dia Mundial da Árvore ou o Dia Mundial da Floresta é 21 de março. Mas os Estados Unidos decidiram adotar o 22 de abril como o Dia da Árvore. E muitos países têm adotado uma dessas duas datas. O Brasil, porém, foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos EUA e também não adotou a data mundial que é 21de março. Nós brasileiros celebramos oficialmente o Dia da Árvore em 21 de setembro. E existe uma explicação lógica e muito bela para esta decisão.

Os povos indígenas brasileiros, em geral, sempre cultuaram as árvores na época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então se adotou a data que marca a entrada da Primavera. Algo que nos chama a atenção é o fato de que, por razões climáticas, o Norte e o Nordeste do Brasil cultuam a árvore na última semana de março, no período referente ao início das chuvas naquela região, e não como acontece no restante do país.

No Brasil, a celebração da árvore está intimamente relacionada com a vida da natureza e das pessoas que vivem num determinado lugar. Para quem vive na região sul do Brasil, a data em que é celebrado o Dia da Árvore, 21 de setembro, tem a ver com o período em que as terras estão sendo cultivadas ou já semeadas e as sementes estão germinando, crescendo, virando planta e as arvores voltando a florir novamente. Celebramos a árvore no período em que a semente, por causa do cio da terra, começa a virar planta e as plantas revelam sua beleza através das flores.

No Dia da Árvore celebramos a natureza, a vida se renovando, evidenciando a beleza que silenciosamente alimentou durante o inverno - tempo de seu recolhimento. O mês de julho é propício para o plantio de mudas de arvores, mas podemos ir plantando ainda em agosto ou até mesmo em setembro, para não deixar de plantar. Quando chegar o Dia da Árvore é bom que as mudas que plantamos em julho ou agosto já estejam firmes, em boa sintonia com a terra e todo o ambiente, se enraizando e prontas para começar a crescer com o calor da Primavera.

Plantar uma árvore é um sinal de amor à vida e um ato de compromisso ético com as gerações futuras. Mas, é preciso conhecer a natureza e saber quais são as árvores específicas do bioma, do ecossistema onde vivemos. Não basta apenas plantar árvores, é preciso plantar o tipo árvores que convivam em harmonia com o ambiente, ou seja, árvores nativas. Uma árvore fora do seu habitat natural, que é chamada de planta exótica, pode não vingar ou sofrer muito e não se desenvolver no seu vigor original, além de atrapalhar as plantas nativas.

E quando as árvores são plantadas em grandes extensões, em forma de monoculturas, elas podem afetar a vida do habitat onde foram plantadas. Sobre as monoculturas de eucaliptos, por exemplo, já se tem experiências de que provocam desequilíbrio ambiental e afetam fortemente a normalidade do ambiente, prejudicam as outras formas de vida do local onde são plantadas. Plantar poucas mudas de eucalipto, acácia ou qualquer outra árvore exótica, às vezes para o consumo local, não causa tantos problemas ambientais. Mas, quando o plantio é realizado em grandes extensões de terra, isto se torna extremamente perigoso. Mesmo quando se planta poucas árvores, é preciso ter o cuidado de que elas não sejam predominantes e capazes de agredir a biodiversidade nativa do lugar.

Plantar árvores é bom, é saudável para a vida. Além do seu valor em si, uma árvore traz muitos benefícios para a vida das pessoas e de toda a natureza. Sabemos da grande importância das árvores para o funcionamento normal da vida no planeta. Não podemos viver sem árvores, mas não basta simplesmente plantar árvores, pois nem todo verde é ecologicamente correto. Precisamos plantar e cuidar das nossas árvores nativas. E quem ainda não plantou uma árvore nativa neste ano, pode aproveitar o Dia da Árvore e plantar pelo menos uma.

Normalmente, quem planta uma árvore, não é o seu principal beneficiário. Mas, quem foi que plantou tantos milhões de árvores que hoje garantem nossa vida, nossa respiração? Certamente não foram nossas próprias mãos que plantaram as florestas e as plantas todas que permitem a vida ao nosso redor. A mão de Deus, a natureza e outras pessoas foram solidárias conosco. Portanto, sejamos solidários com quem ainda não nasceu e precisará encontrar um planeta com árvores, flores, frutos, água e todos os recursos que sustentam a vida. Herdamos um mundo onde é possível respirar. E o que deixaremos para as futuras gerações?

Plante a continuidade da vida, plante uma árvore nativa.

Publicado por Pilato Pereira no blog Olhar Ecológico em 21 de setembro de 2012

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Igrejas lutam unidas em defesa dos catadores de Viamão

CARTA ABERTA DAS ENTIDADES EM APOIO DO GALPÃO DE RECICLAGEM DA VILA ESTALAGEM E DA ASSOCIAÇÃO NOSSA SENHORA APARECIDA EM VIAMÃO RS

Diante da interdição do Galpão de Reciclagem na Vila Estalagem em Viamão, única unidade deste tipo no município, e do impedimento do trabalho das pessoas pertencentes à Associação Nossa Senhora Aparecida, que dependem do mesmo para o sustento de suas famílias, nos dirigimos a população e autoridades públicas através desta Carta Aberta.
Todo cidadão e toda cidadã viamonense sabem da necessidade de se criar um grande projeto em defesa do nosso meio ambiente, que contemple os interesses da comunidade como um todo e de modo particular as pessoas mais
necessitadas. Esta foi a motivação que levou, desde 1983, através dos encontros ecumênicos das igrejas cristãs de Viamão - a Igreja Católica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Igreja Metodista - a iniciar um trabalho social a ser desenvolvido no
galpão de reciclagem da Estalagem, resultando na fundação do grupo SÓ VIDA (Serviço de Orientação à Vida), em 1985.
Posteriormente SÓVIDA - que criou também a entidade PRÓVIDA - empenhou-se para adquirir um terreno à rua José Garibaldi, nas proximidades da Vila Estalagem para que fosse construído um galpão de reciclagem beneficiando pessoas pobres da vizinhança, sempre preocupados para que não fosse implantada naquele local uma organização empresarial com características de exploração de mão de obra barata como tem acontecido em outros lugares.
Em 1997, começaram a ser feitos contatos com a Metroplan (órgão do governo do Estado do Rio Grande do Sul), para viabilizar este projeto social da Estalagem, baseado nos princípios básicos da democracia que são a transparência, a igualdade e a participação criativa de toda a sociedade. Sempre se teve a preocupação e o cuidado de fugir do esquema do poder, onde prevalecem a hierarquia, o segredo e a rotina.
Em agosto de 1998, PRÓVIDA doa o terreno mencionado acima ao Estado do Rio Grande do Sul, possibilitando a construção e fiscalizando todo o projeto de execução, chegando a inaugurar o galpão da Estalagem com a cooperação da Metroplan. 

Para que este trabalho pudesse ser inserido no programa municipal, chamado PES (Projeto de Economia Solidária) foi criada a Associação
Nossa Senhora Aparecida, em 2000. O resultado foi a assinatura de um contrato tripartite: Metroplan, Associação e Prefeitura, com atribuições específicas para as três contratantes.
Durante quinze anos de 1998 a 2013 o galpão dos catadores da
Estalagem, sempre com licenciamento ambiental em dia, tem feito tudo para prestar um serviço importante à comunidade. Mesmo quando houve um período de interrupção no convênio, graças ao apoio da Fundação Luterana de Diaconia da IECLB, foi possível o acesso a uma caminhonete para realizar diretamente a coleta de resíduos, assim como um acordo especial com o Condomínio Condado do Castella. Esta fundação, com participação de outras igrejas e entidades, também contribuiu com equipamentos durante este período. Sendo que nenhum dos equipamentos usados no galpão jamais pertenceu a prefeitura.
No dia 14 de agosto de 2013, o prefeito da cidade, sem motivos legais, e sem buscar entendimento com as entidades que buscaram recursos e acompanharam o projeto aqui mencionado, decidiu interditar o galpão, sinalizando que posteriormente iria entregá-lo a outra entidade, conforme noticiado na imprensa, quando nem o galpão, nem os equipamentos pertencem a prefeitura. Incorrendo em uma série de irregularidades, entre as quais citamos:
a. O ato de interdição não apresenta fatos, nem mais, nem menos relevantes, que justifiquem tal procedimento; portanto não há sustentabilidade factível para tal procedimento; 
b. Não há notificação alguma que anteceda a interdição, nem que identifique irregularidades que, se houvessem, deveriam ter sido apontadas estabelecendo um prazo para regularização;
c. A notificação determina um prazo de 10 dias para a desocupação; o galpão foi lacrado antes desse prazo; a prefeitura que estabeleceu o prazo não o cumpriu;
d. Os trabalhadores da associação, que da reciclagem tiram o seu sustento e dos seus dependentes, tiveram os seus direitos ao trabalho e à renda negados, causando-lhes prejuízos econômicos plenamente calculáveis; sobre este fato cabe uma ação indenizatória por danos materiais;
e. Os trabalhadores, além do impedimento ao trabalho e à renda, foram submetidos ao constrangimento moral, perante eles mesmos como grupo social e perante a Comunidade, quando do lacramento realizado por uma equipe de funcionários do Município, com um aparato policial militar, equivalendo-se a um tratamento aplicado sobre atos criminosos e levando a todos a um constrangimento incalculável; 
Queremos, através desta, em primeiro lugar a reabertura do galpão e o retorno das atividades da Associação Nossa Senhora Aparecida, com participação efetiva das entidades que viabilizaram o projeto.
Por fim, convocamos a população para participar da mobilização em termos de defender uma gestão ambiental para o Município de Viamão que atenda a legalidade e respeite os direitos mais básicos das pessoas e entidades historicamente envolvidas neste processo. 


Serviço de Orientação à Vida (SóVida/PróVida).

Profetas da Ecologia/Associação Caminho das Águas (Ecoprofetas).

Pastoral Popular da Cooperação (Igreja Católica Romana).

Paróquia Bom Pastor/Igreja Evangélica de Confissão Luterana.

Igreja Evangélica Luterana.

Associação Maricá

Paróquia da Graça Divina/Irmandade Santo André.

Associação Viamonense Socio-Ambiental (AVISA)

Diocese Meridional/Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ciclo de Orações Dominicais no Tempo para a Criação

Entre as diversas propostas para 2013 na Diocese Meridional, também nos propomos rezar unidos o Tempo para a Criação, com o proposito de nos fortalecermos na caminhada em defesa da vida, da justiça e da paz. 
Preparamos um ciclo de orações dominicais para cada um dos domingos do Tempo para a Criação, que podem ser utilizados por nossas comunidades, além de outros símbolos que ajudem a visualizar nossos compromissos a partir da fé cristã.
Clique AQUI para abrir o arquivo com as orações dominicais.