sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Ordenação Diaconal de Eva Arrieche

A Diocese Meridional, através do bispo diocesano, Dom Humberto Maiztegui Gonçalves, convida para a Ordenação Diaconal de Eva Arrieche, que será no domingo, 31 de Agosto, Dia Diocesano das Pessoas com Deficiência.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Quatro Décadas do Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 1972 a ONU organizou um encontro mundial em Estocolmo, na Suécia, que pela primeira vez tratou oficialmente sobre o meio ambiente. Nesta ocasião foi instituído a data de 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia. E também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Na conferência de Estocolmo se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico.
Já se passaram 4 décadas que se instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, na linguagem bíblica, o tempo simbólico da passagem pelo deserto em direção da “terra prometida”. Hoje, aos 42 anos desta data celebrativa, deveríamos estar dando passos mais esperançosos e concretos na direção de uma segurança ecológica e, como o povo bíblico, visualizando ou entrando na “terra prometida”. Não é o que parece. Pois, desde 1972 até o presente momento foram dados poucos passos de progresso no propósito da instituição do Dia Mundial do Meio Ambiente. Na época, durante a conferência da ONU em Estocolmo, se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico ou, melhor dizendo, o equilíbrio ecobiológico.
Dez anos depois do encontro de Estocolmo, em 1982, foi publicado, como sequência desse processo, a Carta Mundial para a Natureza. No ano de 1987, a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o desenvolvimento propôs a ideia do desenvolvimento sustentável. A comissão também sugeriu a Carta da Terra como um instrumento regulador das relações entre o meio ambiente e o desenvolvimento. O trabalho de redação deste documento foi sendo muito bem discutido em âmbito mundial até ser apresentado na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992 (Rio 92). Não havendo consenso, em seu lugar foi adotada a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Em 1995, no encontro de Haia, na Holanda, foi criada a Comissão da Carta da Terra para realizar uma ampla consulta mundial sobre o assunto. Em 1997 esta comissão foi ampliada, tendo em seu corpo a participação de 23 personalidades mundiais. E o teólogo brasileiro Leonardo Boff é um dos integrantes dessa equipe, que teve inicialmente a presença de Paulo Freire. Após um primeiro esboço do documento em 1997, no Fórum Rio+5, e um segundo esboço em 1999, o texto foi oficialmente reconhecido em março de 2000 e endossado pela ONU em 2002.
Em 2012, 40 anos após o encontro de Estocolmo, ocorreu a Rio+20, que não demonstrou bons resultados nos diálogos e compromissos com a sustentabilidade. Sabe-se que a Rio+20 deveria tratar sobre o clima, mas o problema foi o seu “clima de negócios” que pairou nas mentes das autoridades. Infelizmente, em 2012 as autoridades mundiais não conseguiam pensar noutra coisa senão na crise do capitalismo. Esta caminhada que ultrapassa os 40 anos do dia Mundial do Meio Ambiente deve ser resgatada para avaliarmos nossas responsabilidades e compromissos com a vida na Terra. Em 4 décadas muito poderia ter sido feito. Sim, é lamentável. Mas, se as autoridades deixaram a desejar, vale toda a luta empreendida e os muitos esforços dos movimentos sociais e ambientais que fizeram história ecológica. 
Hoje, ecologia é uma questão popularmente aceita, mas também é manipulada por aqueles que supervalorizam o capital em detrimento da vida. Por isso, ser militante ecológico hoje é mais difícil que nas décadas passadas. Hoje precisamos distinguir entre ecologistas e ecologistas, verdes e verdes, verdades e verdades. Em 40 anos a ecologia ganhou enorme notoriedade. Mas, como o mercado e os capitalistas tiveram interesse pelo tema (não pela causa), a ecologia ingressou num mundo de meandros, num verdadeiro mistifório de pensamentos e ações. 
Reverendo Pilato Pereira 


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Semana do Meio Ambiente na Diocese Meridional

O Movimento Franciscano, através da campanha "Tempo para a Criação", realiza atividades para marcar a semana e o dia do Meio Ambiente na Diocese meridional. Neste domingo, 1º de junho, as 10 horas, na Paróquia da Ascensão em Porto Alegre (Av. Engenheiro Ludolfo Boehl, Teresópolis - Porto Alegre), acontecerá a celebração de abertura da Semana do Meio Ambiente
No mesmo local, o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, será marcado por uma celebração, as 16 horas, com distribuição e plantio de mudas de árvores nativas. Também no dia 5, quinta-feira, as 19 horas, acontecerá reunião do Movimento Franciscano, com a passagem do quadro de São Francisco de Assis, que neste momento está com a família de Ana Lúcia.
O Movimento Franciscano, na Diocese Meridional, é fruto da campanha ecumênica Tempo para a Criação, que acontece todos os anos entre 1º de setembro a 4 de outubro. E no ano de 2013, a equipe que promoveu a campanha na Diocese, optou por dar continuidade através do Movimento Franciscano como um espaço de participação de quem deseja viver e conhecer melhor o carisma franciscano. O Movimento apoia a Ordem Terceira (TSSF), com possível criação de um capítulo da Ordem e na promoção da campanha Tempo para a Criação e outras ações de justiça, paz e ecologia na Diocese Meridional.
O encerramento da semana do Meio Ambiente será no domingo 8 de junho, durante a celebração da Santa Eucaristia, na Paróquia da Ascensão.
Imagem: PNUMA.
Clique AQUI para ler sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Retiro Franciscano

RETIRO - O SAL FORA DO SALEIRO
Terceira Ordem da Sociedade Franciscana – TSSF Brasil
Data: 12 a 14 de setembro de 2014
(Abertura na sexta-feira, dia 12, as 20 horas 
e encerramento no domingo, dia 14, ao meio dia)
Local:  Casa de Retiro Padre Anchieta
Rua Capuri, 1500 - São Conrado,   Rio de Janeiro, RJ - 
Tel:. (21) 3322-3060

São Francisco disse:
Eu fiz o que é meu; que Cristo vos ensine o que é vosso! (2C214)
O que é nosso fazer?

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO:
Solicite a ficha de cadastro e faça sua inscrição até 1º de agosto
Barbara:  barbara.baumgarten@gmail.com
Tel: (21) 99926-7685
Dom Celso: celsofranco@osite.com.br
Tel: (21) 9951-1955
Investimento total:  R$ 200,00 
(Apoio: TSSF Província  das  Américas)
PREPARE-SE, ANOTE, ECONOMIZE E VENHA COM A GENTE!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Resultado de Composteira é apresentado no 122º Concílio

Entre os dias 2, 3 e 4 de maio a Diocese Meridional realizou seu 122º Concílio Diocesano na Paróquia da Trindade em São Leopoldo/RS. A recepção dos conciliares e visitantes e a abertura solene da reunião conciliar ocorreram no templo da Paróquia da Trindade, onde também aconteceram os devocionais e a celebração de encerramento. As refeições e confraternização foram no salão paroquial e as sessões de trabalho no auditório da Associação Comercial e Industrial de São Leopoldo. O 122º Concílio Diocesano teve como lema: “De mãos dadas no compromisso de sustentar e viver a Missão de Deus” e como tema: “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Romanos 14:19). 
Na celebração de abertura, o bispo diocesano, Dom Humberto Maiztegui Gonçalves, leu sua Carta Pastoral, destacando a frase bíblica de motivação espiritual para o 122° Concílio Diocesano. O segundo dia do 122º Concílio Diocesano, no sábado, 2 de maio, foi nas dependências da Associação Comercial e Industrial de São Leopoldo. Após Devocional dirigido pela UMEAB, ocorreram as ações de praxe dos concílios. Já o encerramento das atividades de sábado foi após o jantar, com atividade cultural de resgate histórico da Missão de Triunfo e uma celebração no templo da Paróquia da Trindade, promovida pela UJAB, que entregou a todos os presentes uma pequena porção de composto orgânico recolhido da Composteira do Tempo para a Criação, no SETEK. Esta composteira foi iniciada no dia 28 de setembro, de 2013, como parte das atividades do Tempo para a Criação da Diocese Meridional da IEAB. Para fazer a composteira do SETEK foi escolhida uma área nos fundos do seminário, a qual foi delimitada e organizada para esta finalidade. 
Clique AQUI para ler mais sobre a Composteira 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa 2014: Mensagem de Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA
Cristo nossa vida!

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”(Mateus 28:6).

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Senhor Ressuscitado, escrevo para lhes desejar uma Feliz Páscoa. Páscoa, do hebraico pésag, singifica “passagem” e remete a experiência da libertação do povo escravizado e oprimido no Egito. A memória da revelação de Deus como Libertador era celebrada solenemente em sete dias de consumo de pães se fermento e na céia familiar do cordeiro (Êxodo 12:1-12). Jesus, anunciando sua morte de Cruz e Ressurreição celebrou a Páscoa com seus discípulos e discípulas (Mateus 26:17-19). A Páscoa não é apenas a ressurreição de Cristo, é o ponto onde converge toda a revelação de Deus na história da humanidade. Ali, Deus Libertador, revelado por primeira vez no Êxodo, se apresenta em Jesus Cristo, Palavra Encarnada, vive por amor, morre na Cruz de tanto nos amar, carregando sem seu próprio corpo todas as injustiças, as opressões, os preconceitos, e todas as outras formas de pecado. 
Quando celebramos a Ressurreição, celebramos nossa nova vida em Cristo, como nos diz o cântico de Taizé que está em nosso cancioneiro Laudate sob o número 213: “Cristo ressuscitou, Ressuscitemos com ele. Cristo nossa vida”. Celebrar a Páscoa é nos preparar para participar da libertação de todas as nossas mazelas, medos, impedindo que nossas limitações naturais – inclusive nossa existência – nos impeçam de viver em plenitude o amor vitorioso de Deus presente no Senhor Ressuscitado.
Nesta Páscoa estarei celebrando na Paróquia da Benção Divina em São Francisco de Paula e na Missão São Pedro em Canela, apoiando o pároco Revdo. Hermes que também é pároco na Paróquia da Ressurreição, e o Postulante Eleutherio Pinheiro Neto que inicia seu estágio fora da comunidade que o acolheu. Desde aqui recebam minhas orações para que o Senhor Ressuscitado se revele mais uma vez em suas vidas, que o Senhor os surpreenda, anime cada pessoa em cada comunidade e renove vossa esperança na vida que vence a morte.

Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Evento com Frei Betto: O modelo desenvolvimentista brasileiro e seus impactos socioambientais

O Brasil é um país que possui uma megabiodiversidade com expressiva parcela ainda desconhecida. Nossos ecossistemas brasileiros e nossas riquezas naturais são vitais à população brasileira e ao país, destacando-se a Amazônia como uma grande sistema que desempenha papel chave na regulação do clima sul-americano, inclusive planetário.
Enquanto nossas desigualdades sociais são as maiores entre os países, o modelo econômico e político vigente permite que empresas, em sua maioria multinacionais, se apoderem de nosso solo, água, biodiversidade e minerais. Prioriza-se um modelo colonial exportador de commodities que vem crescentemente degradando a natureza e as condições de vida e os direitos principalmente dos mais pobres. 
Este modelo de insustentabilidade, inerente ao capitalismo, teve uma fase de destaque há cerca de 50 anos, após o golpe militar. Agora se aprofunda em uma fase globalizante de hegemonia do capital financeiro e de megacorporações transnacionais. Impera a obsessão pelo crescimento econômico, pelo consumismo e produtivismo. Um modelo que faz questão de não reconhecer a finitude dos recursos naturais e também que qualquer forma de sustentabilidade não pode coexistir com a lógica de acumulação.
Paradoxalmente, uma década após a discussão de “Um Outro Mundo é Possível”, o Brasil acabou por tornar-se uma engrenagem estratégica no funcionamento desse modelo, ressurgindo a sua condição histórica de exportador de matérias primas. Emergem, de forma inusitada e avassaladora, o império da soja, do agronegócio e da exploração de minerais, dos megaempreendimentos e dos megaeventos, e com predomínio de recursos anabolizantes do BNDES. As campanhas eleitorais, por sua vez, fazem retornar a políticos e partidos parte das verbas utilizadas dessas grandes atividades perversamente impactantes, encobertos por grandes oligopólios de comunicação associados a este esquema.
A crise civilizatória está na mesa. Na conjuntura atual, de inquietação crescente, que teve um dos ápices nas manifestações de rua nas grandes capitais do Brasil, em junho de 2013, faz-se necessário e urgente que se levantem mais e mais estas questões, buscando-se caminhos para o restabelecimento dos movimentos e da construção de outros modelos, que priorizem a Vida.
Para contribuir para o debate, o Mogdema – Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente -, convida a todos para o evento “O modelo desenvolvimentista brasileiro e seus impactos socioambientais” a se realizar no dia 24 de abril de 2014, às 18 h 30 min, com a participação do escritor Frei Betto. 
A atividade ocorrerá no Auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs, na av. João Pessoa n. 80, Porto Alegre.