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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Quatro Décadas do Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 1972 a ONU organizou um encontro mundial em Estocolmo, na Suécia, que pela primeira vez tratou oficialmente sobre o meio ambiente. Nesta ocasião foi instituído a data de 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia. E também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Na conferência de Estocolmo se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico.
Já se passaram 4 décadas que se instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, na linguagem bíblica, o tempo simbólico da passagem pelo deserto em direção da “terra prometida”. Hoje, aos 42 anos desta data celebrativa, deveríamos estar dando passos mais esperançosos e concretos na direção de uma segurança ecológica e, como o povo bíblico, visualizando ou entrando na “terra prometida”. Não é o que parece. Pois, desde 1972 até o presente momento foram dados poucos passos de progresso no propósito da instituição do Dia Mundial do Meio Ambiente. Na época, durante a conferência da ONU em Estocolmo, se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico ou, melhor dizendo, o equilíbrio ecobiológico.
Dez anos depois do encontro de Estocolmo, em 1982, foi publicado, como sequência desse processo, a Carta Mundial para a Natureza. No ano de 1987, a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o desenvolvimento propôs a ideia do desenvolvimento sustentável. A comissão também sugeriu a Carta da Terra como um instrumento regulador das relações entre o meio ambiente e o desenvolvimento. O trabalho de redação deste documento foi sendo muito bem discutido em âmbito mundial até ser apresentado na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992 (Rio 92). Não havendo consenso, em seu lugar foi adotada a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Em 1995, no encontro de Haia, na Holanda, foi criada a Comissão da Carta da Terra para realizar uma ampla consulta mundial sobre o assunto. Em 1997 esta comissão foi ampliada, tendo em seu corpo a participação de 23 personalidades mundiais. E o teólogo brasileiro Leonardo Boff é um dos integrantes dessa equipe, que teve inicialmente a presença de Paulo Freire. Após um primeiro esboço do documento em 1997, no Fórum Rio+5, e um segundo esboço em 1999, o texto foi oficialmente reconhecido em março de 2000 e endossado pela ONU em 2002.
Em 2012, 40 anos após o encontro de Estocolmo, ocorreu a Rio+20, que não demonstrou bons resultados nos diálogos e compromissos com a sustentabilidade. Sabe-se que a Rio+20 deveria tratar sobre o clima, mas o problema foi o seu “clima de negócios” que pairou nas mentes das autoridades. Infelizmente, em 2012 as autoridades mundiais não conseguiam pensar noutra coisa senão na crise do capitalismo. Esta caminhada que ultrapassa os 40 anos do dia Mundial do Meio Ambiente deve ser resgatada para avaliarmos nossas responsabilidades e compromissos com a vida na Terra. Em 4 décadas muito poderia ter sido feito. Sim, é lamentável. Mas, se as autoridades deixaram a desejar, vale toda a luta empreendida e os muitos esforços dos movimentos sociais e ambientais que fizeram história ecológica. 
Hoje, ecologia é uma questão popularmente aceita, mas também é manipulada por aqueles que supervalorizam o capital em detrimento da vida. Por isso, ser militante ecológico hoje é mais difícil que nas décadas passadas. Hoje precisamos distinguir entre ecologistas e ecologistas, verdes e verdes, verdades e verdades. Em 40 anos a ecologia ganhou enorme notoriedade. Mas, como o mercado e os capitalistas tiveram interesse pelo tema (não pela causa), a ecologia ingressou num mundo de meandros, num verdadeiro mistifório de pensamentos e ações. 
Reverendo Pilato Pereira 


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Semana do Meio Ambiente na Diocese Meridional

O Movimento Franciscano, através da campanha "Tempo para a Criação", realiza atividades para marcar a semana e o dia do Meio Ambiente na Diocese meridional. Neste domingo, 1º de junho, as 10 horas, na Paróquia da Ascensão em Porto Alegre (Av. Engenheiro Ludolfo Boehl, Teresópolis - Porto Alegre), acontecerá a celebração de abertura da Semana do Meio Ambiente
No mesmo local, o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, será marcado por uma celebração, as 16 horas, com distribuição e plantio de mudas de árvores nativas. Também no dia 5, quinta-feira, as 19 horas, acontecerá reunião do Movimento Franciscano, com a passagem do quadro de São Francisco de Assis, que neste momento está com a família de Ana Lúcia.
O Movimento Franciscano, na Diocese Meridional, é fruto da campanha ecumênica Tempo para a Criação, que acontece todos os anos entre 1º de setembro a 4 de outubro. E no ano de 2013, a equipe que promoveu a campanha na Diocese, optou por dar continuidade através do Movimento Franciscano como um espaço de participação de quem deseja viver e conhecer melhor o carisma franciscano. O Movimento apoia a Ordem Terceira (TSSF), com possível criação de um capítulo da Ordem e na promoção da campanha Tempo para a Criação e outras ações de justiça, paz e ecologia na Diocese Meridional.
O encerramento da semana do Meio Ambiente será no domingo 8 de junho, durante a celebração da Santa Eucaristia, na Paróquia da Ascensão.
Imagem: PNUMA.
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