sexta-feira, 23 de maio de 2014

Retiro Franciscano

RETIRO - O SAL FORA DO SALEIRO
Terceira Ordem da Sociedade Franciscana – TSSF Brasil
Data: 12 a 14 de setembro de 2014
(Abertura na sexta-feira, dia 12, as 20 horas 
e encerramento no domingo, dia 14, ao meio dia)
Local:  Casa de Retiro Padre Anchieta
Rua Capuri, 1500 - São Conrado,   Rio de Janeiro, RJ - 
Tel:. (21) 3322-3060

São Francisco disse:
Eu fiz o que é meu; que Cristo vos ensine o que é vosso! (2C214)
O que é nosso fazer?

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO:
Solicite a ficha de cadastro e faça sua inscrição até 1º de agosto
Barbara:  barbara.baumgarten@gmail.com
Tel: (21) 99926-7685
Dom Celso: celsofranco@osite.com.br
Tel: (21) 9951-1955
Investimento total:  R$ 200,00 
(Apoio: TSSF Província  das  Américas)
PREPARE-SE, ANOTE, ECONOMIZE E VENHA COM A GENTE!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Resultado de Composteira é apresentado no 122º Concílio

Entre os dias 2, 3 e 4 de maio a Diocese Meridional realizou seu 122º Concílio Diocesano na Paróquia da Trindade em São Leopoldo/RS. A recepção dos conciliares e visitantes e a abertura solene da reunião conciliar ocorreram no templo da Paróquia da Trindade, onde também aconteceram os devocionais e a celebração de encerramento. As refeições e confraternização foram no salão paroquial e as sessões de trabalho no auditório da Associação Comercial e Industrial de São Leopoldo. O 122º Concílio Diocesano teve como lema: “De mãos dadas no compromisso de sustentar e viver a Missão de Deus” e como tema: “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Romanos 14:19). 
Na celebração de abertura, o bispo diocesano, Dom Humberto Maiztegui Gonçalves, leu sua Carta Pastoral, destacando a frase bíblica de motivação espiritual para o 122° Concílio Diocesano. O segundo dia do 122º Concílio Diocesano, no sábado, 2 de maio, foi nas dependências da Associação Comercial e Industrial de São Leopoldo. Após Devocional dirigido pela UMEAB, ocorreram as ações de praxe dos concílios. Já o encerramento das atividades de sábado foi após o jantar, com atividade cultural de resgate histórico da Missão de Triunfo e uma celebração no templo da Paróquia da Trindade, promovida pela UJAB, que entregou a todos os presentes uma pequena porção de composto orgânico recolhido da Composteira do Tempo para a Criação, no SETEK. Esta composteira foi iniciada no dia 28 de setembro, de 2013, como parte das atividades do Tempo para a Criação da Diocese Meridional da IEAB. Para fazer a composteira do SETEK foi escolhida uma área nos fundos do seminário, a qual foi delimitada e organizada para esta finalidade. 
Clique AQUI para ler mais sobre a Composteira 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa 2014: Mensagem de Dom Humberto Maiztegui Gonçalves

MENSAGEM EPISCOPAL DA PÁSCOA
Cristo nossa vida!

“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”(Mateus 28:6).

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Senhor Ressuscitado, escrevo para lhes desejar uma Feliz Páscoa. Páscoa, do hebraico pésag, singifica “passagem” e remete a experiência da libertação do povo escravizado e oprimido no Egito. A memória da revelação de Deus como Libertador era celebrada solenemente em sete dias de consumo de pães se fermento e na céia familiar do cordeiro (Êxodo 12:1-12). Jesus, anunciando sua morte de Cruz e Ressurreição celebrou a Páscoa com seus discípulos e discípulas (Mateus 26:17-19). A Páscoa não é apenas a ressurreição de Cristo, é o ponto onde converge toda a revelação de Deus na história da humanidade. Ali, Deus Libertador, revelado por primeira vez no Êxodo, se apresenta em Jesus Cristo, Palavra Encarnada, vive por amor, morre na Cruz de tanto nos amar, carregando sem seu próprio corpo todas as injustiças, as opressões, os preconceitos, e todas as outras formas de pecado. 
Quando celebramos a Ressurreição, celebramos nossa nova vida em Cristo, como nos diz o cântico de Taizé que está em nosso cancioneiro Laudate sob o número 213: “Cristo ressuscitou, Ressuscitemos com ele. Cristo nossa vida”. Celebrar a Páscoa é nos preparar para participar da libertação de todas as nossas mazelas, medos, impedindo que nossas limitações naturais – inclusive nossa existência – nos impeçam de viver em plenitude o amor vitorioso de Deus presente no Senhor Ressuscitado.
Nesta Páscoa estarei celebrando na Paróquia da Benção Divina em São Francisco de Paula e na Missão São Pedro em Canela, apoiando o pároco Revdo. Hermes que também é pároco na Paróquia da Ressurreição, e o Postulante Eleutherio Pinheiro Neto que inicia seu estágio fora da comunidade que o acolheu. Desde aqui recebam minhas orações para que o Senhor Ressuscitado se revele mais uma vez em suas vidas, que o Senhor os surpreenda, anime cada pessoa em cada comunidade e renove vossa esperança na vida que vence a morte.

Dom Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves
Bispo Diocesano

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Evento com Frei Betto: O modelo desenvolvimentista brasileiro e seus impactos socioambientais

O Brasil é um país que possui uma megabiodiversidade com expressiva parcela ainda desconhecida. Nossos ecossistemas brasileiros e nossas riquezas naturais são vitais à população brasileira e ao país, destacando-se a Amazônia como uma grande sistema que desempenha papel chave na regulação do clima sul-americano, inclusive planetário.
Enquanto nossas desigualdades sociais são as maiores entre os países, o modelo econômico e político vigente permite que empresas, em sua maioria multinacionais, se apoderem de nosso solo, água, biodiversidade e minerais. Prioriza-se um modelo colonial exportador de commodities que vem crescentemente degradando a natureza e as condições de vida e os direitos principalmente dos mais pobres. 
Este modelo de insustentabilidade, inerente ao capitalismo, teve uma fase de destaque há cerca de 50 anos, após o golpe militar. Agora se aprofunda em uma fase globalizante de hegemonia do capital financeiro e de megacorporações transnacionais. Impera a obsessão pelo crescimento econômico, pelo consumismo e produtivismo. Um modelo que faz questão de não reconhecer a finitude dos recursos naturais e também que qualquer forma de sustentabilidade não pode coexistir com a lógica de acumulação.
Paradoxalmente, uma década após a discussão de “Um Outro Mundo é Possível”, o Brasil acabou por tornar-se uma engrenagem estratégica no funcionamento desse modelo, ressurgindo a sua condição histórica de exportador de matérias primas. Emergem, de forma inusitada e avassaladora, o império da soja, do agronegócio e da exploração de minerais, dos megaempreendimentos e dos megaeventos, e com predomínio de recursos anabolizantes do BNDES. As campanhas eleitorais, por sua vez, fazem retornar a políticos e partidos parte das verbas utilizadas dessas grandes atividades perversamente impactantes, encobertos por grandes oligopólios de comunicação associados a este esquema.
A crise civilizatória está na mesa. Na conjuntura atual, de inquietação crescente, que teve um dos ápices nas manifestações de rua nas grandes capitais do Brasil, em junho de 2013, faz-se necessário e urgente que se levantem mais e mais estas questões, buscando-se caminhos para o restabelecimento dos movimentos e da construção de outros modelos, que priorizem a Vida.
Para contribuir para o debate, o Mogdema – Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente -, convida a todos para o evento “O modelo desenvolvimentista brasileiro e seus impactos socioambientais” a se realizar no dia 24 de abril de 2014, às 18 h 30 min, com a participação do escritor Frei Betto. 
A atividade ocorrerá no Auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs, na av. João Pessoa n. 80, Porto Alegre. 

IEAB reconhece Sagradas Ordens de Pilato Pereira

Na celebração deste Domingo de Ramos, 13 de abril, na Paróquia da Ascensão, em Porto Alegre, o bispo diocesano da Diocese Meridional da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Dom Humberto Maiztegui Gonçalves, reconheceu as Sagradas Ordens de Pilato Pereira, ordenado diácono e presbítero pela Igreja Católica Apostólica Romana, na Arquidiocese de Porto Alegre. Dom Humberto também anunciou que o Reverendo Pilato Pereira atuará como coadjutor na Paróquia da Ascensão e será o ministro encarregado pelo Ponto Missionário Santo André, em Guaíba.
Em sua pregação, Dom Humberto falou sobre a trajetória vocacional de Pilato e o processo de reconhecimento de suas Ordens. O bispo diocesano relatou que quando assumiu como pároco na Paróquia São Lucas de Canoas, no ano de 2010, Pilato e sua companheira Luciméia Gall König passaram a fazer parte daquela comunidade. Em seguida, ambos foram recebidos pelo então bispo diocesano, Dom Orlando de Oliveira, e passaram a atuar na pastoral da Paróquia.
Dom Humberto explicou que Pilato Pereira fez parte da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi ordenado diácono e presbítero, através da Igreja Católica Romana, e que agora ocorre o reconhecimento das suas Ordens pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que o acolhe no clero da Diocese Meridional.
A cerimônia contou com a presença de paroquianos das paróquias da Ascensão e São Lucas de Canoas e familiares e amigos de Pilato. O Frei Capuchinho e Reitor da ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana), Aldir Crócoli, esteve presente, concelebrando com demais presbíteros da Diocese Meridional. Além de Dom Humberto, também estiveram presentes os bispos eméritos, Dom Orlando Santos de Oliveira e Dom Clovis Erly Rodrigues. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Rowan Williams, ex-líder da Igreja Anglicana, alerta sobre catástrofe climática

Terça, 01 de abril de 2014
Rowan Williams, ex-arcebispo de Cantuária, atacou os estilos de vida ocidentais por eles estarem causando mudanças que impulsionam a “crise do meio ambiente no qual vivemos”.
A reportagem é de Robert Mendick, publicada no sítio The Telegraph, 29-03-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Num artigo publicado no jornal The Telegraph, Williams diz que as “terríveis” inundações e tempestades que devastaram partes da Inglaterra neste último ano foram uma demonstração do “que podemos esperar” no futuro. Ele também critica fortemente os céticos da mudança climática.

As inundações na Inglaterra e as “catástrofes” relacionadas com o clima nos países mais pobres do planeta, insiste ele, são os indicativos mais claros até agora de que as previsões do “aquecimento acelerado da terra” causado pela “queima descontrolada de combustíveis fósseis (…) estão se tornando realidade”.

Seu apelo para se combater o aquecimento global reduzindo o consumo de combustíveis fósseis vem na véspera da publicação do estudo de um respeitado estudo sobre o impacto das mudanças climáticas.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU, irá publicar seu mais recente estudo – de milhares de páginas – sobre as consequências do aumento previsto nas temperaturas globais.

Segundo um trecho que vazou à imprensa, o relatório irá afirmar que o custo do combate aos efeitos do aumento na temperatura de 2.5 graus célsius, no final deste século, será de 60 bilhões de libras esterlinas anuais (cerca de 225 bilhões de reais). O texto mostrará que o impacto das mudanças do clima vai ser sentida, com mais intensidade, na África, na América do Sul e na Ásia e apresentará previsões de prever secas, escassez de alimentos e um aumento no índice de doenças tais como a malária.

Céticos sustentam que, embora o planeta esteja aquecendo, não está claro que isso acontece por causa da ação do homem. Eles apontam para erros em relatórios anteriores produzidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas e acusam a indústria do aquecimento global de elevar os riscos de uma mudança climática, o que tem consequentemente levado à introdução, nenhum pouco barata, de políticas energéticas verdes.

Mas Williams, até pouco tempo líder da Igreja Anglicana, escreve: “Durante anos ouvimos as previsões de que a queima descontrolada de combustíveis fósseis irá levar a um aquecimento acelerado do planeta. O que agora está acontecendo indica que estas previsões estão se tornando verdadeiras; nossas ações têm gerado consequências que são profundamente ameaçadoras para muitas das comunidades mais pobres do mundo”.

E acrescentou: “Sem dúvida, os países ricos e industrializados foram os que mais contribuíram para a poluição atmosférica. Tanto o nosso estilo de vida atual quanto a história industrial de como criamos tais possibilidades para nós mesmos tem que assumir a responsabilidade por estar impulsionando uma crise do meio ambiente no qual vivemos”.

Williams, escrevendo na qualidade de presidente da Christian Aid, disse que as tempestades há pouco ocorridas e que devastaram a Inglaterra trouxeram a questão das mudanças climáticas à tona no país e que o relatório do IPCC, a ser publicado num encontro especificamente convocado a acontecer em Yokohama (Japão) nesta segunda-feira, coloca “nossos problemas locais num contexto global profundamente perturbador”.

O IPCC, diz ele, estará “mostrando que (…) nós [ingleses] nos saímos, na verdade, relativamente bem em comparação com outros países”.

Enquanto que o “caos [das enchentes] veio como um choque para muitos de nós”, outros países tais como Bangladesh e Quênia sofreram catástrofes muito piores causadas pelas mudanças climáticas ao longo de muitos anos.

Williams argumenta contrariamente aos céticos do aquecimento global e aqueles que negam as mudanças climáticas. “Há, naturalmente, os que duvidam do papel da ação humana nesta questão, e que argumentam que deveríamos direcionar nossos esforços apenas para nos adaptar às mudanças que são inevitáveis, em vez de modificar nosso comportamento”, afirmou o religioso.

“Tal abordagem pode ser ‘bem interessante’ na Inglaterra, onde as defesas contra inundações e outras medidas podem ser adaptadas de forma relativamente barata. Porém, nos países mais vulneráveis e pobres mais afetados pelo aquecimento global, ela não é uma opção”.

A intervenção de Williams no debate sobre a mudança climática vem ao mesmo tempo em que autoridades e pesquisadores que se encontram no Japão finalizam o texto do estudo conduzido pelo Painel Intergovernamental. O relatório – uma coleção de provas científicas reunidas a respeito da mudança climática – irá focalizar os impactos do aquecimento global. O texto irá mostrar que a África será afetada por secas mais longas, que ameaçarão animais e o rendimento de culturas agrícolas.

O IPCC espera ver uma piora na saúde como resultado de um aumento da desnutrição, de casos de malária e outras doenças.

O aumento da temperatura vai também afetar a produção e segurança alimentar em regiões da Ásia, com uma queda na produção de arroz causada por um período de crescimento mais curto.

O relatório do IPCC irá dizer que a região norte da Ásia se beneficiará com temperaturas mais quentes, embora levando a um aumento da produção de trigo e cereais. Na América do Sul, o IPCC dirá que o gelo e as geleiras nos Andes vão estar “recuando num nível alarmante”, afetando o abastecimento de água enquanto que “ecossistemas singulares” serão ameaçados, seja pelas mudanças climáticas, seja pelo aumento da industrialização.